Quatro anos depois da inauguração da primeira área de escape do Anel Rodoviário de Belo Horizonte, a prefeitura abriu a licitação para construir uma nova estrutura de segurança na via. O edital foi publicado no Diário Oficial do Município (DOM) desta sexta-feira (30/10) e prevê a implantação do equipamento no km 540, na pista Norte, na altura do bairro Palmeiras, na Região Oeste da capital.
A contratação inclui a elaboração dos projetos e a execução das obras, além de intervenções para ampliar a pista e instalar sistemas de drenagem, iluminação, sinalização e monitoramento por câmeras. As propostas poderão ser enviadas até as 9h59 de 12 de fevereiro de 2027, quando está prevista a abertura da sessão pública de lances, às 10h.
A nova estrutura integra o pacote de duas áreas de escape anunciado em maio pelo prefeito Álvaro Damião (União). Na ocasião, a administração municipal informou que os equipamentos seriam construídos a partir de 2027, com investimento estimado em R$ 15 milhões para cada um. O anúncio ocorreu três dias depois de uma carreta desgovernada provocar um engavetamento envolvendo 13 veículos no Anel Rodoviário, na altura do bairro Betânia. Duas pessoas ficaram feridas, e mais de dez veículos foram atingidos.
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De acordo com o edital da Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura (Smobi), a intervenção prevê o alargamento e a pavimentação da pista em um trecho de 450 metros, entre os quilômetros 540 e 540,450. O projeto também contempla obras de contenção, drenagem e instalação de pontos de ancoragem para auxiliar guinchos e guindastes na retirada de veículos que precisarem utilizar o dispositivo.
A segunda área de escape anunciada pela prefeitura deverá ficar próxima à entrada do bairro Betânia. Até o momento, porém, o edital publicado nesta sexta-feira se refere à estrutura prevista para o km 540.
Equipamento já evitou acidentes graves
A primeira área de escape do Anel Rodoviário entrou em operação em agosto de 2022, no km 541, na descida do Betânia, um dos trechos mais críticos da rodovia. Desde então, o dispositivo tem sido utilizado por motoristas que enfrentam problemas de frenagem, especialmente condutores de caminhões e carretas.
A estrutura funciona como uma espécie de caixa de contenção preenchida com argila expandida, material que aumenta o atrito e ajuda a reduzir a velocidade dos veículos. A área foi projetada para permitir que motoristas sem condições de frear consigam sair da pista principal e interromper o deslocamento antes de atingir outros veículos.
Em maio deste ano, uma carreta carregada que apresentou problemas nos freios utilizou o equipamento sem provocar acidentes. Segundo informações divulgadas à época, aquela foi a 20ª utilização da estrutura por veículos pesados desde a inauguração.
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