O empresário Geraldo Oliveira, morador de Congonhas, na região Central de Minas, viajava com a esposa para uma consulta médica em Belo Horizonte quando o carro do casal foi atingido em um engavetamento na BR-040, na manhã desta quarta-feira (7/10). A mulher foi encaminhada ao Hospital João XXIII com dores nas costelas. Segundo ele, ela não sofreu ferimentos graves.

Dados preliminares da Polícia Rodoviária Federal (PRF) apontam que 20 veículos se envolveram no acidente, sendo 14 de passeio e seis de carga, e seis pessoas ficaram feridas. Um dos caminhões transportava tinta.

Siga O TEMPO no Google e receba as principais notícias
Seguir no Google

Leia+: Motorista atingido em engavetamento na BR-040 estava com carro há 5 dias: 'A vida vale mais'

Geraldo contou que, ao perceber o trânsito parado, ouviu um barulho e viu pelo retrovisor uma carreta branca atingindo os carros atrás dele. O empresário teve tempo apenas de alertar a esposa antes do impacto. “Eu escutei um barulho, quando eu olhei pelo retrovisor uma carreta branca estava vindo lambendo os carros todos aí, né? Eu só deu tempo de gritar para minha esposa: ‘Cuidado que vai nos pegar’. E nos pegou, atingiu”, relatou.

Segundo o empresário, o carro sofreu impactos nos quatro lados. “Meu carro acabou, né? Literalmente”, afirmou. Ele não se feriu gravemente e permanecia no local enquanto aguardava notícias da companheira. “Minha esposa foi para o João 23, está com algumas dores nas costelas, mas graças a Deus nada grave, já tive retorno”, contou.

'Foi um milagre ninguém ter morrido'

Na avaliação de Geraldo, a ação do motorista de um caminhão-prancha impediu que outros veículos fossem atingidos. Segundo seu relato, o condutor atravessou o caminhão na pista e conseguiu parar a carreta. “Teve um caminhão-prancha que eu acho que tem que ser muito louvável a atitude dele. Ele cruzou o caminhão dele na pista quando ele viu a gravidade”, afirmou.

O empresário atribuiu à intervenção do motorista a redução das consequências do acidente. “Foi um milagre ninguém ter morrido, né? Não ter sido um acidente mais grave”, disse.

Com Janaina Veloso*, estagiária sob supervisão da editoria de Cidades.