A presidente da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), Marília Carvalho de Melo, detalhou as medidas de segurança e os protocolos de higiene adotados pela companhia após a queda de uma égua em uma adutora do Sistema Rio das Velhas. A O TEMPO, a gestora buscou tranquilizar a população sobre a potabilidade da água que volta a abastecer mais de 700 bairros de Belo Horizonte e região, além de comentar as críticas da Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário do Estado de Minas Gerais (Arsae-MG) sobre a vulnerabilidade do sistema.
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A ocorrência, classificada pela presidência como "inesperada", deu-se em uma área de servidão da companhia, de difícil acesso. "Um animal de grande porte caiu em uma das nossas adutoras, em uma área rural, em uma área pouco antropizada. Os nossos equipamentos têm a segurança necessária para suporte de peso, mas de fato o que a gente avalia é que o peso do animal não foi suportado pela tampa ali do nosso posto de visita", explicou.
Garantia de potabilidade
Uma das principais preocupações da população, diante da circulação de notícias sobre o animal na rede, foi o risco de contaminação. A presidente reforçou que o protocolo de segurança foi seguido com rigor, incluindo o descarte de grandes volumes e a desinfecção das tubulações.
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"Nenhum tipo de risco. A qualidade da água é uma premissa para a companhia, tivemos todos os cuidados necessários, inclusive no descarte da água que estava dentro da adutora, logo que tivemos a informação da ocorrência da queda do animal, e monitoramos intensamente os nossos reservatórios", garantiu.
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Segundo a presidente, assim que o caso foi notificado, a alimentação dos reservatórios foi interrompida preventivamente. "Intensificamos o monitoramento de qualidade da água nos nossos reservatórios, mais uma vez para garantia, e hoje, na madrugada, às 5 horas da manhã, após um grande esforço da nossa equipe com emprego de drones, nós identificamos o animal, retiramos, fizemos toda a desinfecção da rede e estamos retomando o abastecimento".
Fiscalização e segurança da rede
Sobre o posicionamento de uma representante da Arsae-MG, que classificou o incidente como "inaceitável", a presidente afirmou que a empresa está sendo transparente. "Já estamos levando à Arsae-MG todas as informações necessárias para que ela exerça a função dela, que é de fiscalização da prestação de serviço".
Questionada sobre a segurança das estruturas contra ações humanas ou novos acidentes, a gestora lembrou que as adutoras percorrem trechos muito extensos fora das propriedades da empresa.
"Lá é uma área de servidão da companhia, não é uma área da companhia. A gente tem vistorias constantes, temos o lacre que é estabelecido ali com a tampa, que é retirado só quando precisamos fazer inspeção na rede. E estamos hoje, inclusive, fazendo uma inspeção em outras também para que a gente continue garantindo a segurança", finalizou.