Segurança

Guardas Municipais se dizem flexíveis à negociação com PBH

Categoria se reúne nesta segunda-feira (16) com prefeito para definir futuro

Por Jaki Barbosa
Publicado em 15 de dezembro de 2019 | 20:04
 
 
 

Após uma semana de embate entorno da pauta de reivindicações da Guarda Municipal (GM), a reunião de hoje, entre representantes da categoria e a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), poderá encerrar a tensão entre trabalhadores e Executivo, pelo menos no que depender dos servidores. Já o prefeito Alexandre Kalil, procurado pela reportagem, preferiu não anunciar como a gestão municipal pretende conduzir as negociações.
O guarda municipal Clébison Arrais disse que a categoria encara o encontro com flexibilidade para negociar as propostas a serem apresentadas. O principal pleito é a incorporação das gratificações ao salário-base. 
Hoje, a Guarda Municipal conta com dois penduricalhos: a Gratificação de Disponibilidade Integral (AGDI) de cerca de 14% sobre o salário-base inicial e o adicional de risco ou periculosidade de cerca de 40% sobre os honorários. 
Segundo Arrais, como essas gratificações não são contabilizadas no provento, o trabalhador acaba tendo uma perda salarial quando, por exemplo, é afastado ou se aposenta. “Mas, se nesse momento isso (a incorporação das gratificações) não for possível, vamos lutar para que pelo menos esse percentual seja aumentado. O AGDI, de 14% para 30%, e o adicional por risco e periculosidade, de 40% para 50%”, declarou. Ele admitiu que a prefeitura pode ‘rachar’ esses percentuais até o índice pleiteado. “Estamos aqui para negociar”, afirmou.
Quem também está na expectativa para se avançar nas negociações é o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Belo Horizonte (Sindbel) Israel Arimar. “É uma reunião fundamental. Nossa avaliação é que a Guarda Municipal é imprescindível dentro da política de segurança da cidade. Ainda que o prefeito, junto ao governo do Estado, tenha desprendido um maior efetivo de policiais para poder suprir a ausência temporária da guarda, isso deve ser apenas momentâneo. No dia a dia, a guarda tem o seu papel na demanda de Belo Horizonte”, disse.
Amanhã a categoria se reúne em uma nova assembleia para avaliar a negociação com a prefeitura e definir os próximos passos. “Se (a proposta) não contemplar os agentes, infelizmente nós teremos que adotar outras medidas mais enérgicas”, adianta Arrais.

Vereador entra com medida cautelar no MPMG

Diante da decisão do prefeito Alexandre Kalil, de aquartelar a Guarda Municipal, o vereador Pedro Bueno (Podemos) entrou com um pedido de medida cautelar no Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) contra a atitude do chefe do Executivo.
“Não podemos deixar que o prefeito impeça a atuação da Guarda nas ruas. Isso não existe em nenhum outro lugar. Também estou articulando, junto ao vereador Mateus Simões (Novo), um pedido de impeachment do prefeito Alexandre Kalil em razão dessa atitude de suspender a Guarda Municipal”, adianta.
Na semana passada, após manifestação da categoria pelas ruas centrais da capital mineira até a porta da porta da PBH, o prefeito Alexandre Kalil determinou o aquartelamento do efetivo da GM “por motivo de segurança”. Viaturas e armas foram recolhidas e os agentes proibidos de sair do quartel até que a “situação se resolva” de acordo com Kalil.
Também, 11 agentes que mobilizaram as manifestações foram afastados de seus postos por 30 dias.

Notícias exclusivas e ilimitadas

O TEMPO reforça o compromisso com o jornalismo profissional e de qualidade.

Nossa redação produz diariamente informação responsável e que você pode confiar. Fique bem informado!