Não é só pornô

OnlyFans quer ser vista como plataforma segura para qualquer tipo de conteúdo

Associada a contas de conteúdo adulto, plataforma abriga diversos tipos de criadores, incluindo atletas, músicos e comediantes


Publicado em 03 de maio de 2023 | 21:17
 
 
 
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O OnlyFans, plataforma associada à venda de conteúdo erótico, trabalha para hospedar conteúdo de todas as categorias, e imagens e vídeos adultos fazem parte disso, segundo a CEO da plataforma Amrapali Gan.
A executiva afirma que as pessoas têm uma concepção errada sobre a plataforma ao ligá-la a apenas um tipo de produção. "Temos também atletas de esportes tradicionais e de esports, músicos e comediantes. Cada um deles é CEO do próprio canal", disse.

No OnlyFans, criadores de conteúdo compartilham imagens, vídeos e textos com seus assinantes. Mas só quem paga um valor mensal pode ver o "feed", a página de publicações. Por causa do aspecto sigiloso, o OnlyFans se tornou terreno fértil para fotos sensuais e gravações de sexo.

Apesar dos cerca de 2 milhões de criadores de conteúdo e de centenas de milhões de usuários, o OnlyFans ainda é uma plataforma pequena comparada ao Instagram ou ao TikTok. A presença crescente de celebridades, no entanto, está trazendo cada vez mais atenção ao serviço.
Em agosto de 2021, a empresa anunciou que passaria a banir qualquer imagem explícita da plataforma, mas voltou atrás. Hoje, segundo Gan, o conteúdo erótico está seguro na plataforma. O site tem cerca de 188 milhões de usuários.

"Queremos apenas esclarecer esse estigma", disse a executiva na palestra de abertura do Web Summit Rio desta quarta-feira (3). Ela acrescenta que a plataforma tem protocolos para manter o acesso restrito a usuários com mais de 18 anos.

"Garantimos o máximo possível de liberdade, ao mesmo tempo em que verificamos a identidade e pensamos na segurança dos nossos criadores", disse AmrapaliGan. "Todo nosso processo de verificação de contas é feito por humanos, por isso demora."

A plataforma oferece uma forma simples e transparente de monetização com o modelo de assinaturas, de acordo com a CEO. Para isso, cobra uma comissão de 20% - o YouTube, por exemplo, fica com 15% dos valores de publicidade. O OnlyFans rendeu R$ 51 milhões aos criadores desde seu lançamento, em 2016.

Além dos canais por assinatura, o OnlyFans tem um canal de streaming gratuito, a OFTV. Nesse espaço, o site transmite quadros de seus principais criadores e reality shows.

Gan afirma que os criadores também têm outras possibilidades de ganhar dinheiro, interagindo com os clientes via chat privado. "Isso proporcional aos usuários uma forma única de interação com seus ídolos."

Existem agências especializadas em gerenciar relações de influenciadores do OnlyFans com os usuários e assinantes, para aumentar esses lucros e atender à escala de trabalho.

O OnlyFans informou que teve, em 2021, uma receita de US$ 932 milhões (cerca de R$ 4,8 bilhões). Naquele ano, os criadores de conteúdo arrecadaram quase US$ 4 bilhões (aproximadamente R$ 21 bilhões), uma alta de 115% em relação ao ano anterior. Também houve crescimento nos lucros: de US$ 61 milhões (quase R$ 320 milhões) em 2020 para US$ 433 milhões (cerca de R$ 2,2 bilhões) em 2021.

O jornalista viajou ao Web Summit Rio a convite da Stone (FOLHAPRESS)

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