Eleições 2022

'É provável que amanhã ou depois anunciamos apoio a Bolsonaro', diz Zema

Reeleito com 56% dos votos válidos, governador reeleito reforçou nesta segunda (3) que não irá apoiar de forma alguma o PT


Publicado em 03 de outubro de 2022 | 16:14
 
 
 
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O governador reeleito Romeu Zema (Novo) afirmou, nesta segunda-feira (3), que deve anunciar o apoio à reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL) em 2º turno “amanhã ou depois”. Reeleito com 56,18% dos votos válidos, Zema reforçou que não irá apoiar o PT “de forma alguma”. Adversário de Bolsonaro, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encerrou o 1º turno em Minas com 48,29%, 563 mil votos à frente do atual presidente.

De acordo com Zema, as conversas para apoiar Bolsonaro estão bem adiantadas. “As conversas que nós já tivemos hoje estão caminhando muito bem. É provável que amanhã ou depois anunciemos o apoio ao presidente. Apoiar o PT, de forma alguma”, reafirmou o governador em entrevista à Globo News. Para Zema, os mineiros estão vacinados contra o PT, porque sabe que a gestão do partido irá trazer “problemas seríssimos”.

Questionado, Zema desconversou quando questionado se uma contrapartida sobre a mesa seria o apoio de Bolsonaro a uma eventual candidatura sua à presidência em 2026. “O meu foco é governador Minas. Eu, que venho do setor privado, até cinco anos atrás, sequer havia passado pela minha ideia ser político e governador. O foco é Minas Gerais. Não sei se vou estar vivo lá na frente”, ponderou o governador, que, ao comemorar a reeleição no comitê central no último domingo (2), foi saudado com os gritos de “Zema presidente”.

O governador reeleito ainda apontou que, caso Lula seja eleito, a relação com o Palácio do Planalto será republicana. “Temos em Minas muitos prefeitos do PT, por exemplo, e eu trato todos igualmente. Pagamos as dívidas bilionárias com os municípios para todos e de maneira isonômica. As obras foram definidas de acordo com a necessidade técnica de cada região”, pontuou. 

Zema atribuiu a boa avaliação de Lula quando deixou a presidência a uma “série de boas coincidências”, como o boom das commodities e a descoberta do pré-sal. “Então, existe, sim, de boa parte dos mineiros e dos brasileiros lembrança de que aquela época foi boa. Só que foi mais por coincidência do que competência. Há o PT da coincidência, que costuma ser bom, e o PT da realidade, que não é”, criticou.

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