Nos últimos anos, o Edifício Central tem se transformado em um dos novos endereços mais movimentados da boemia da capital. Hoje, o espaço concentra 18 bares e restaurantes que vão do boteco de esquina à cozinha afrodiaspórica, passando por drinques autorais, cafés e quitutes típicos do Pará.

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O que antes era visto apenas como ponto de serviços e consultórios, agora atrai os amantes da boa mesa, em um movimento que vem redesenhando a vida cultural e gastronômica da região. O TEMPO listou os bares, restaurantes e cafés do Edifício Central. Conheça!

  • A Banca Lambe Lambe

Drinks e pagode

O espaço combina arte urbana e música em um ambiente descontraído, oferecendo 16 variações da bebida Lambe Lambe. No cardápio, pizzas e calzones artesanais. Quintas-feiras são dedicadas a apresentações de pagode.

Onde: 314 B (terceiro andar)

Funcionamento: Quinta a sábado, das 18h à 1h

 

  • Baixaria

Drinks

O bar se destaca por sua carta de drinks autorais, como Sarrada e Menáge, e pratos mineiros que vão do tradicional cupim com queijo minas a versões criativas de receitas vegetais. 

Baixaria. Foto: Flávio Tavares/O TEMPO

 

Onde: 322 A (terceiro andar)

Funcionamento: Quinta, das 17h às 0h; sexta, das 17h às 1h; sábado, das 15h às 1h. Instagram

Bar Marginal

Coquetelaria autoral

Inaugurado em fevereiro de 2024 por Thiago Ceccotti, o bar valoriza destilados mineiros e populares, com drinks autorais como Aruanda e Carmen Miranda. O cardápio inclui quibes de grão-de-bico e costela de boi.

"Prezamos não só por receitas autorais, mas por valorizar produtos tradicionais como o Paratudo, o Conhaque de Alcatrão João da Barra, a Canelinha da Rocha e os produtos de Minas Gerais como os das marcas Spiral e Destom. Além disso, exploramos as possibilidades de trabalhar produtos frescos, de forma artesanal. Temos atualmente 12 insumos, dentre eles xaropes, espumas, refrigerantes, licores, infusões e bitters que são produzidos pelo bar. Para as receitas nos inspiramos no material do curso de Produção de Ingredientes da escola, formuladas todas pela grande mente da coquetelaria belo-horizontina Thiago Ceccotti, um grande amigo e parceiro", destaca o proprietário Virgílio Mariano.

Onde: Primeiro andar

Funcionamento: Quarta a sábado, das 18h às 0h (entrada até 23h)

  • Bendito Grão

Café mineiro e artesanal

Aberto em 2025 por Aline de Oliveira Souza, o café oferece bolos caseiros de cenoura, laranja e chocolate, pão de queijo artesanal e bebidas quentes, com foco em conforto e sensação de casa.

"A história da Bendito Grão, na verdade, começou muito antes de 2025! Começou com a Aline adolescente de 14 anos, vendendo bolos de cenoura, pão de queijo e sanduíches no colégio. Hoje, essa paixão se reflete nos nossos produtos. Os campeões de vendas são os bolos – de cenoura, laranja e chocolate e pão de queijo – porque a gente preza por uma produção artesanal, feita com muito amor e carinho, como se fosse em casa. É essa a essência que a gente quer transmitir em cada pedacinho", conta Aline.

Onde: 242 C (segundo andar)
Funcionamento: Terça a sexta, das 9h às 19h

  • Cervejaria Bololô

Cervejas artesanais

O espaço oferece chopes artesanais, drinks e mini hambúrgueres, inclusive de pão de queijo. 

 

Onde: 302 A (terceiro andar)
Funcionamento: Terça a quinta, de 17h a 0h; sexta e sábado, das 17h a 1h

  • Dengo Café e Co.

 Bolos artesanais e cafés

Fundado por Fredda Amorim, o Dengo Café valoriza receitas familiares, como bolinhos de chuva e quitutes caseiros, além de priorizar empreendedores negros e trans. O espaço também recebe a feira Aquenda e encontros culturais.

"A palavra Dengo é de origem africana e fala de afeto, de cuidado e de encontro. Criamos então uma cafeteria que não é apenas uma cafeteria, por isso se chama Dengo Café & Co. Esse “& Co” representa tudo que vem depois do encontro. Para montar o cardápio, buscamos receitas que remetem a uma ancestralidade afetiva, memórias familiares, lembranças de infância, como a queimadinha da minha avó, ou o bolinho de chuva que ela fazia. Também passamos a reunir outras empreendedoras negras no espaço. Queríamos que tanto o ambiente físico quanto o cardápio carregassem esse valor afetivo e de acolhimento", diz a proprietária Fredda Amorim.

Dengo tem bolinhos com receita familiar. Foto: Flávio Tavares/O TEMPO

 

Onde: 270 A (segundo andar)
Funcionamento: Consulte local. Instagram 

  • Estação Central

Reggae
 

Aberto em novembro de 2023 pelo casal Dayanne Silva e Hebert Ramos, o bar é dedicado ao reggae, com DJs, toca-discos e a Quinta Reggae. O cardápio inclui pizzas de longa fermentação, pão de alho com queijo canastra, cachaças mineiras e caipirinhas especiais.

“Prezamos muito pelo o reggae, um gênero musical jamaicano que nasceu no final dos anos 60, evoluindo de estilos como o ska e o rocksteady, caracterizado por um ritmo lento e dançante com ênfase nos tempos fracos. As suas letras frequentemente abordam temas de justiça social, espiritualidade ligada ao Rastafarianismo e mensagens de paz e amor, tornando-se um movimento cultural e um veículo de crítica social. Às quintas-feiras, nomeada como QUINTA REGGAE, às sessões acontece no toca disco. O Hebert, um dos sócios vem pesquisando e colecionando discos de reggae em especial roots e Dub desde 2014. O mesmo faz as sessões e quando possível, convidamos djs, músicos e equipe de som para somar. A gente brinca que aqui o reggae é lei”, diz Dayanne.

 

Onde: 226 C (segundo andar)
Funcionamento: Quarta a sábado, das 18h às 0h (entrada até 23h)

  • Flor de Jambu

Culinária paraense

Primeiro a ocupar a varanda do Edifício Central, o restaurante valoriza pratos típicos do Pará, como croquete de piracuí, frango no tucupi, maniçoba e creme de cupuaçu com raspas de camaru.

Onde: 211 A (segundo andar)
Funcionamento: Quinta e sexta, das 12h às 15h; sábado, das 12h às 16h; abertura noturna e feriados apenas em eventos especiais

  • La Bocadería

Pintxos e tapas

O bar aposta em pintxos inspirados na culinária espanhola adaptados a Minas, com tapas clássicas e combinações criativas, como guacamole com bucheca de porco e berinjela empanada com melaço. Às quintas, há apresentação do Samba Queixinho, e, uma vez ao mês, show de salsa ou cumbia. 

"Quando estávamos em Barcelona, fomos a um bar de pintxos. No cardápio, os pintxos funcionavam como comidas de estufa: havia cerca de 40 tipos diferentes, você escolhia, colocava no prato e provava. Quando sentei no bar e vi essa dinâmica, me apaixonei. Trouxe para um Brasil um pouco diferente. Mantivemos algumas opções mais tradicionais, ligadas à cultura espanhola, mas muitos insumos de lá, como salames e embutidos, são caros por aqui. Por isso, adaptamos para a culinária mineira, sempre priorizando ingredientes de qualidade.  Existe o "pintxo do dia" e o "pintxo especial", que é o espaço para nosso chef experimentar novas combinações", conta Felipe Silva. 

Pintxos do La Bocaderia. Foto: Flávio Tavares/O TEMPO

 

Onde: 214 B (segundo andar)
Funcionamento: Terça a sexta, das 18h às 0h; sábado, das 16h às 0h. Instagram.

  • Nucentral Comidaiada

Comida baiana e mineira

Aberto em 2024 por Elian e Erika Rodrigues, o espaço valoriza a culinária afrodiaspórica, unindo referências mineiras e baianas. Entre os destaques está o Baianeiro, que mistura acarajé com torresmo.

Baianeiro do Nucentral é sucesso. Foto: Flávio Tavares/O TEMPO

 

Onde: 217 A (segundo andar)
Funcionamento: Segunda a quarta, das 11h30 às 20h; quinta e sexta, das 11h30 às 22h. Instagram

  • O Absurdista

Drinks, chopes e gastronomia

O bar combina coquetelaria clássica, gastronomia experimental e chopes artesanais. Aos clientes, oferece combos especiais às quintas, promoção de chope às sextas e drink do dia aos sábados.

Onde: 316 C (terceiro andar)
Funcionamento: Quinta a sábado, das 18h às 0h

  • O Boêmio

Cervejas artesanais e petiscos de boteco

Com foco em cervejas artesanais acessíveis, o bar oferece um clima de boteco descontraído. Destaques do cardápio: almôndegas de copa lombo e Prexeca, bolinho empanado de jiló e queijo.

Simon segura as almôndegas, um dos carro-chefes de O Boêmio. Foto: Flávio Tavares/ OTEMPO

 

Onde: 236 C (segundo andar)
Funcionamento: Segunda a sábado, das 17h às 0h. Instagram

  • Saruê Baixo Centro

Samba e cultura popular

Inaugurado em agosto de 2025 por Gustavo Goulart, o espaço integra música, cultura e gastronomia, promovendo o samba e a diversidade cultural no Baixo Centro de Belo Horizonte. Oferece shows diários e cardápio produzido localmente.

 

"O Samba é o coração do nosso eixo curatorial, e o Baixo Centro é um local de resistência dos movimentos culturais da cidade e sempre foi um ponto de encontro, diversidade e música. Com o Saruê Baixo Centro, queremos honrar as tradições e, ao mesmo tempo, abrir espaço para novas vozes, sonoridades e vertentes da cultura. Em um futuro próximo, queremos integrar também teatro, cinema e outras expressões artísticas. Construindo juntos, aos poucos, um centro cultural de referência nacional, fortalecendo o empreendedorismo e impulsionando a economia criativa e a cultura", diz o proprietário Gustavo Goulart. 

Onde: 320 a 324 A (terceiro andar)
Funcionamento: Segunda a sábado, das 18h às 1h

  • Trem da Central

Chope artesanal e drinks

Aberto em junho de 2024 por Flávia Paiva, o bar combina chope artesanal, drinks, sinuca e ambiente jovem com vista para a cidade. Destaques do cardápio incluem sanduíche de pernil com picles de cebola, promoções semanais e programação musical.

"O Trem da Central, localizado no histórico Edifício Central, no coração de Belo Horizonte, é um bar jovem e alternativo que mistura chope artesanal, drinks, sinuca liberada e um ambiente descolado com vista para a cidade. O espaço se destaca pela proposta de ser um ponto de encontro democrático, onde a cultura de boteco mineiro ganha um ar contemporâneo. Com dez torneiras de chopes e drinks  sempre ativas, promoções semanais e programação musical diversificada. O bar conquistou um público diverso que busca descontração, preço justo e autenticidade no centro da capital. Além disso, o Trem reforça o movimento de revitalização do Edifício Central, que vem se tornando um polo gastronômico e cultural com bares e iniciativas criativas", diz a sócia-proprietária Flávia Paìva.

Onde: 302 C (terceiro andar)

Funcionamento: Terça a quinta, das 18h às 0h; sexta, até 1h; sábado, das 16h às 1h

Outros estabelecimentos noturnos:

  • Pikita Lanches
  • Cafezim & Pito Cafeteria e Tabacaria
  • Detona
  • O Belisco