"Deserto"

Diferentemente dos outros dias, Rock in Rio estava vazio nesta sexta

Brinquedos, banheiros e bebidas, geralmente pontos repletos de filas, estavam vazios nesta sexta-feira (25)

Por FOLHAPRESS
Publicado em 25 de setembro de 2015 | 21:46
 
 
 
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Às 19h30 desta sexta (25), o supergrupo latino de heavy metal De La Tierra se apresentava no palco Mundo, o principal no Rock in Rio. Mas, bem diferente dos outros dias da sexta edição do festival, o público era disperso.

Na base do "olhômetro", o show era visto por menos da metade do público que esteve presente nos outros dias, na mesma hora e mesmo local. As pessoas se deitavam esparramadas e faziam piquenique em rodinhas, aproveitando o espaço vazio.

O De La Tierra não é exatamente uma atração popular. Muitos que assistiam à apresentação estavam descobrindo ali que o brasileiro Andreas Kisser, do Sepultura, faz parte da banda. Seus colegas no palco vieram dos grupos argentinos A.N.I.M.A.L. e Los Fabulosos Cadillacs e do mexicano Maná.

Além do repertório de seu único álbum, do ano passado, o grupo ainda tentou uma aproximação maior com o público, arriscando um cover de "Polícia", dos Titãs. Mas foi pouco. Às 19h45, havia mais gente perto do palco Sunset, o secundário, aguardando o show do guitarrista americano Steve Vai com a Camerata Florianópolis, do que na frente do palco principal.

A frequência reduzida foi constatada durante a tarde, quando o palco secundário teve shows do projeto Clássicos do Terror, de André Moraes e André Abujamra tocando trilhas de filmes de horror e clássicos do metal, do grupo português Moonspell reforçado pelo cantor do Sepultura, Derrick Green, e pelo grupo finlandês Nighwish.

Segundo a assessoria do Rock in Rio, o público ainda chegaria para ver as únicas grandes atrações do dia, Faith No More e Slipknot, que só tocam a partir das 22h30. Os 85 mil ingressos do dia estão esgotados.

Deserto

À tarde, em frente à montanha russa, um funcionário da anunciava: "Quem quer brincar na montanha? Temos vagas!". A cena chamava atenção, já que as longas filas para os brinquedos do Rock in Rio são lendárias.

"Ontem tinha mais de cem pessoas aqui querendo reservar um lugar na montanha russa. A fila ia lá na esquina. Só hoje está assim, um deserto", disse o funcionário. Os vendedores de cerveja que circulam pela Cidade do Rock também foram pouco solicitados. Como ganham por número de barris vendidos, perambulavam pela Rock Street anunciando seu produto como ambulantes na praia. Nos outros dias do festival, atenderam filas de pessoas.

"Neste horário, nos outros dias, já tinha vendido cinco ou seis barris. Hoje ainda estou no primeiro", disse um vendedor. Sem clientes, funcionárias do Bob's assistiam aos shows de heavy metal do palco Sunset. Nem mesmo nos banheiros havia filas.

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