Crime

'Eles disseram que voltariam para comemorar', diz refém do assalto em Criciúma

"Eles brincaram e perguntaram como era a cidade... Se Criciúma tinha barzinho e mulher bonita", contou funcionário da prefeitura

Qua, 02/12/20 - 19h39
Criciúma ficou sitiada com a ação dos bandidos
audima

A imagem de seis homens mantidos como reféns do criminosos, na madrugada de terça, espalhou-se rapidamente pelas redes sociais nos primeiros minutos após começar o tiroteio durante o assalto cinematográfico de Criciúma, em Santa Catarina. A foto foi tirada por um morador da cidade, e entre os reféns estava Sérgio Eduardo Firme, funcionário do Departamento de Trânsito e Transporte (DTT) da prefeitura.

"Estamos todos abalados com a situação", disse ele sobre o roubo, o maior da história do Estado. Ao lado de Firme estavam outros três funcionários da prefeitura que trabalhavam na pintura de faixas de rua. "Quando ouvimos os primeiros estampidos, pensamos que era uma moto. Logo percebemos que eram tiros. O carro chegou rápido, seus ocupantes atirando para cima, nos colocaram em um canto da rua e mandaram tirar a camisa."

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Ao lado dos demais, Firme ficou ouvindo tiros das 23h45 às 2h10, dirigidos "apenas para cima, nunca para o lado", conta ele.

Durante a noite, os cinco criminosos que os controlavam prenderam dois motociclistas. Em alguns momentos, os criminosos conversaram com os reféns e pediram calma. "Eles brincaram e perguntaram como era a cidade... Se Criciúma tinha barzinho e mulher bonita. Disseram que voltariam daqui a um tempo, para comemorar." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O crime

O assalto teve ação de pelo menos 30 criminosos, dez automóveis e armamento de calibre exclusivo das Forças Armadas e é considerado o maior do tipo na história de santa Catarina. Os criminosos atacaram o 9º Batalhão da Polícia Militar com tiros nas janelas, bloqueio na saída com um caminhão em chamas e explosão acionada por celular. "Uma ação sem precedentes", disse o tenente-coronel Cristian Dimitri Andrade, comandante do batalhão. A ação durou cerca de duas horas.

Duas pessoas ficaram feridas, incluindo um militar que está em estado grave.

O Banco do Brasil informou que não se manifestará sobre os valores roubados. 

A Polícia Militar prendeu quatro pessoas que recolheram R$ 810 mil espalhados pelo chão após a explosão de cofres.

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