Inédito

Dom Walmor celebra missa em BH para marcar a democratização da Igreja Católica

O processo é mundial; a celebração marca a nova fase da instituição, que se propôs a ouvir os anseios de seus fiéis

Dom, 17/10/21 - 12h26

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A manhã deste domingo (17), em Belo Horizonte, foi marcada pela missa do arcebispo metropolitano dom Walmor Oliveira de Azevedo, celebrada na Catedral Cristo Rei, na região Norte da capital mineira. A celebração é um marco do período de mudanças que a Igreja Católica apresentará ao mundo e aos seus fiéis. A partir de agora, os católicos terão mais voz e participação rumo à construção de uma instituição mais inclusiva. 

A partir de agora, por exemplo, entrarão em pauta a maior participação feminina na tomada de decisões da Igreja e o acolhimento a homossexuais e divorciados em segunda união. A ideia é que todos os fiéis batizados, cerca de 1,3 bilhão no mundo, tenham a chance de, em alguma parte do processo, serem consultados.

"Este será um processo maior do que a simples democratização. Não será feita somente uma pesquisa pública. Vamos ouvir, vamos nos abrir ao Espírito Santo de Deus. É hora, portanto, da igreja abrir-se de modo diferente para o mundo. Temos que estar presentes no coração do mundo, ajudando as pessoas a ficarem mais próximas de Deus. Precisamos de clareza na nossa sociedade mundial, brasileira, e dentro da nossa igreja. Vamos construir um entendimento novo pela escuta amorosa", salientou Dom Walmor. 

Essa proposta de maior debate com a instituição foi celebrada pelos fiéis, principalmente pelas mulheres, que terão uma espaço que nunca alcançado antes.

"É de extrema importância essa nova versão da igreja para nosso futuro. Ela vai permitir a participação dos fiéis apontando solucões para uma nova forma de pensar. Um dos temas mais importantes será a reavaliação sa participação de nós, mulheres, na igreja", disse, esperançosa, a dona de casa Juracir da Silva, de 63 anos. 

Já o militar reformado José Marcelino, de 82 anos, acredita que esse será um importante e precioso passo na Igreja Católica. 

"Ouvir as pessoas de forma igualitária é o dever para se caminhar em busca de um mundo mais próspero e justo. Sou católico e atuante na igreja durante toda minha vida. Este será um importante e transformador passo", enfatizou o militar reformado. 

Como vai funcionar a consulta pública da Igreja Católica?

A ideia do Papa Francisco é iniciar os debates nas comunidades locais em uma primeira fase. Depois, organizar assembleias regionais e, por fim, colocar o resultado das discussões em debates no Sínodo - reunião presidida pela papa com os bispos de todo o mundo, que será realizada em 2023, no Vaticano.

Esse encontro dos bispos, portanto, não irá se restringir às conferências encabeçadas por religiosos dentro dos muros do Vaticano. O que começa neste fim de semana é um processo de sinodalidade - modo de entendimento e tomada conjunta de decisões,  que pretende estar aberto a ouvir todos os católicos que queiram se expressar nos próximos dois anos. 

"Nessa primeira fase, que vai durar até março do ano que vem, vamos reunir os anseios de nossos fiéis. Com todo amor e oração, vamos reunir todos os desejos e apresentar ao papa em 2023, para que novas medidas sejam absorvidas pela igreja", explicou Dom Walmor. 

Como vai funcionar a consulta pública da Igreja Católica em Minas?

Segundo o arcebispo Dom Walmor, em Minas esse processo se dará de forma tranquila e coerente em todas arquidioceses, de forma simultânea. 

"O processo não será uma votação. Será algo maior, tocante, próximo, acolhedor e, ao mesmo tempo, motivador. Todos os padres e bispos terão uma maior comunhão com a sociedade. Desse modo, eles serão capazes de reunir desejos e anseios de nossos fiéis, que serão levados ao papa Francisco. Essa será uma nova maneira de solucionarmos velhos problemas", esclareceu Dom Walmor.

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jiulio cezar 1:31 PM Oct 17, 2021
"Como será a consulta pública da igreja?!" É uma pergunta q se repete ao longo do texto. A resposta do Chicão e dom.Valmor? Só ambiguidades e meias palavras... Será como o concílio vaticanoII
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