Protocolo conjunto

Eleições em BH: Paiva propõe integração de dados da PBH e do Estado na segurança

Candidato do Partido Novo propõe uma integração entre os dados da Guarda Municipal, Polícia Militar e Civil para melhorar a situação na capital mineira

Rodrigo Paiva também pretende capacitar os agentes da Guarda Municipal em segurança preventiva
Sávio Gabriel e Thaís Mota
01/10/20 - 17h00

Candidato do Partido Novo à Prefeitura de Belo Horizonte e aliado do governador Romeu Zema, Rodrigo Paiva pretende utilizar essa proximidade com o Executivo estadual para integrar a base de dados da segurança pública da capital mineira às informações da Polícia Militar e Civil. O postulante também defende uma ampliação do Programa Olho Vivo, que consiste no videomonitoramento da cidade, assim como uma capacitação dos agentes da Guarda Municipal focada em ações preventivas.

“A primeira coisa que quero fazer é integrar as bases da segurança (da cidade) com o Estado. Isso é primordial. Essa falta de integração prejudica muito”, disse Paiva, afirmando que isso acontecerá por meio do uso da tecnologia. Nesse cenário, a ideia do candidato é ampliar o sistema do Olho Vivo na capital.

“Belo Horizonte já teve o programa, com diversas câmeras espalhadas pela cidade, inclusive de radares. O que a gente quer é um sistema que possa integrar essas câmeras para ajudar na elucidação de crimes, para identificar aglomerações e fazer a identificação visual do indivíduo”, pontuou, exemplificando que esse tipo de sistema poderia identificar de forma rápida um roubo de automóvel. “Se meu carro for roubado, vou no aplicativo e imediatamente coloco a placa. Se esse veículo trafega na cidade e (é identificado) por algum desses radares, se consegue elucidar o crime mais rapidamente”.

No caso da Guarda Municipal, o candidato do Partido Novo pretende estabelecer um protocolo conjunto de atuação dos agentes com a Polícia Militar e Civil. A ideia é que a medida dê transparência à população belorizontina a respeito da atuação dos agentes, que são focados na segurança preventiva. “Também vamos capacitá-los. Tem cerca de dois mil guardas para serem capacitados em prevenção”, destacou, pontuando que sua política para a segurança pública também tem um caráter transversal com as educação, já que sua ideia é trabalhar os cuidados preventivos no sistema municipal de ensino.

Sobre possíveis mudanças no efetivo atual da guarda, Paiva diz que isso só poderá ser discutido quando sua equipe tiver todos os dados a respeito da instituição em mãos.