Longevo e tradicional na vida dos belo-horizontinos, aos 82 anos, o Minas Tênis Clube tem conseguido a perenidade graças a seus 80 mil sócios, sendo 25 mil cotistas. “O clube sempre teve uma rotatividade grande de associados. A cota tem uma liquidez muito positiva, diferente da maioria de outros, que têm problemas de reposição de quadro societário. O Minas se mantém estável, e hoje a cota está girando em torno de R$ 25 mil a R$ 30 mil, bem-valorizado em relação ao mercado”, comemora o presidente do Minas, Ricardo Vieira Santiago, 49.

O executivo comanda as quatro unidades – Minas I, Minas II, Minas Country (os três em Belo Horizonte) e o Minas Náutico, em Nova Lima, na Grande BH. Os quatro perfazem uma área total de 515 mil m². “São quatro unidades disponíveis para todos os belo-horizontinos usufruírem do lazer, esporte, educação e cultura”, indica Santiago, que é sócio desde a infância e foi atleta de vôlei do clube.

Minas Náutico. Na busca da expansão, Santiago – eleito para o período de 2017 a 2019 – está envolvido com as obras no Minas Náutico, em Nova Lima. “O Minas Tênis Clube não tem lançamento de cotas, são somente as já existentes do mercado. Mas, no caso do Minas Náutico, abrimos algumas cotas para serem vendidas”, diz. Nesse caso, a nova cota custa R$ 8.000.

No Minas Náutico, que fica junto ao Condomínio Alphaville, há um investimento grande em duas piscinas semiprofissionais e um salão de festas para 2.000 pessoas. “É um investimento constante no Náutico, que fica numa região que vai crescer muito, e estamos de olho para que ela cresça junto com o Minas Tênis”, afirma.

Para isso, serão três etapas de obras. “Nesta primeira etapa são R$ 20 milhões investidos, que é o prédio que contempla toda a parte de entretenimento para o associado. Na segunda etapa, vamos fazer algumas quadras de squash, uma parte do restaurante e, na terceira etapa, um ginásio poliesportivo para 2.500 pessoas”, detalha o gestor. As obras da primeira fase ficam prontas em dezembro deste ano.

Santiago conta que no Minas Náutico há a lagoa dos Ingleses como entretenimento, num formato inovador de clube. “Vamos usar a Lagoa dos Ingleses para esportes náuticos também”.

Além da fidelização dos sócios, Santiago conta que está sempre de olho em resultados melhores. “Procuramos levar o nome do clube um pouco mais para fora, abrir mais o clube. A partir do momento que abrimos, trazemos novos parceiros, e isso valoriza o clube”, observa o administrador de empresas.

Com 1.100 funcionários, numa empresa de tamanho de médio para grande, o Minas Tênis Clube teve receita de R$ 13 milhões em patrocínios, publicidades, locação de espaços e permutas, além de ter captado cerca de R$ 2,8 milhões por meio da Lei Federal de Incentivo ao Esporte. Com mil atletas federados, sendo 900 em formação, o clube tem ainda nove modalidades esportivas de alto rendimento, 18 mil alunos nos cursos (esportes, complementares e academia), com 21 modalidades de cursos.

Em busca da manutenção do sócio num momento em que os prédios oferecem áreas de lazer completas, Santiago conta que tem procurado inovar como nunca, fazendo mais ações. “Para fazer com que o associado perceba o valor da cota, por meio dos serviços que o Minas presta. Trazendo novos produtos de outras empresas a preços mais acessíveis aos associados”, conclui.

 

Sucesso

Termômetro. O indicador do sucesso do Minas é o Índice Geral de Positividade da Satisfação do Associado, que, segundo pesquisa de opinião dos sócios, realizada em junho de 2017, é de 98,8%.
 

Grandes números

R$ 250 é o preço médio do condomínio no Minas Tênis
R$ 25 mil a R$ 30 mil é o valor da cota do clube no mercado 

 

Importância

- Se fosse uma cidade mineira, o Minas Tênis Clube seria a 33ª em arrecadação e a 53ª no ranking de população, com base em dados da Secretaria de Estado da Fazenda e do IBGE.
- A sede social e o prédio do relógio do Minas I, inaugurados em 1937, são tombados pelo Conselho Deliberativo do Patrimônio Histórico de Belo Horizonte.