Raimundo Couto

Da escola para pista
Publicado em: Qua, 20/02/19 - 03h00
Os veículos Baja SAE são projetados e construídos pelos próprios estudantes nas universidades, sob orientação de professores. Cada projeto é avaliado por juízes, engenheiros especializados da indústria automotiva

Toda e qualquer iniciativa que tenha como ponto de partida os bancos da escola merece ser divulgado. Nesta edição, vamos contar um pouco da história da Competição Baja SAE Brasil, que fará a estreia da temporada 2019, amanhã, quarta-feira (20). Neste ano, cerca de 1.700 estudantes de cursos de engenharia participarão do evento, entre os dias 20 a 24 de fevereiro, no Parque Tecnológico de São José dos Campos, no interior paulista.

Antes, um pouco da história desta competição, que além de estimular jovens estudantes, tem dado contribuição efetiva em desenvolvimento de componentes e sistemas. O projeto Baja SAE foi criado na Universidade da Carolina do Sul, nos Estados Unidos, e a primeira competição norte-americana foi realizada em 1976. O ano de 1991 marcou o início das atividades da SAE Brasil, que, em 1994, lançava o Projeto Baja e, no ano seguinte, realizava a primeira competição nacional, na pista Guido Caloi, no bairro do Ibirapuera, em São Paulo. Em 1996, a competição foi transferida para o autódromo de Interlagos, onde ficaria até o ano de 2002. Depois, seguiu para o Esporte Clube Piracicabano de Automobilismo, em Piracicaba, interior de São Paulo, onde ficou até 2015, e passou para o endereço atual – São José dos Campos – em 2016.

E como funciona? Os universitários, organizados em 87 equipes inscritas na competição, representam 84 instituições de ensino superior de 17 Estados do país, mais o Distrito Federal. Os veículos Baja SAE são projetados e construídos pelos próprios estudantes nas universidades, sob orientação de professores. Cada projeto é avaliado por juízes, engenheiros especializados da indústria automotiva, em provas estáticas e dinâmicas, como aceleração, manobrabilidade, velocidade máxima, tração e enduro de resistência. Além de projetar e construir os carros cabe aos alunos organizar e gerenciar as equipes responsáveis por todo o trabalho, que inclui a viabilidade econômica do carro.

Com três equipes a mais que em 2018, a etapa nacional da Competição Baja SAE Brasil qualificará três equipes que alcançarem as melhores pontuações na soma geral das provas a representar o País na competição mundial, Baja SAE Rochester (6 a 9 de junho, Rochester Institute of Technology, NY, EUA), promovida pela SAE International. Os Baja SAE Brasil são monopostos de estrutura tubular em aço para uso fora de estrada, com quatro ou mais rodas e motor padrão de 10 hp, capazes de transportar pilotos com até 1,90 m de altura, com peso de até 109 kg.

Este é o 25º ano que acontece o evento Baja SAE Brasil. Minas Gerais está representada na competição pora lunos dos cursos de engenheira da Universidade Federal de Viçosa, de Ouro Preto, de São João del Rei, Itajubá, do Instituto Cultural Newton Paiva, do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais, do Triângulo Mineiro, por meio das federais de Uberlândia, da UFMG, e de Juiz de Fora, entre outras. Boa sorte aos jovens aprendizes de construtores de veículos de competição. Até semana que vem...

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