GUERRA

Mais de 800 mil civis já fugiram dos conflitos em Rafah

Dado é da agência da ONU para os refugiados palestinos

Por Agências
Publicado em 18 de maio de 2024 | 19:57
 
 
 

Os combates entre Israel e o Hamas continuaram neste sábado (18) na Faixa de Gaza, inclusive em Rafah, cidade do sul onde a hostilidade já levou à fuga de mais de 800 mil pessoas, segundo a agência da ONU para os refugiados palestinos, a UNRWA.

No oitavo mês de conflito com o Hamas, as forças israelenses anunciaram hoje que eliminaram "cerca de 50 terroristas" no leste de Rafah, cidade onde suas tropas entraram no começo do mês. 

Os disparos de artilharia e bombardeios continuavam no leste e nordeste de Rafah. Duas pessoas morreram em um campo para pessoas deslocadas, segundo o hospital kuwaitiano da cidade.

O diretor da UNRWA, Philippe Lazzarini, disse que "800 mil pessoas estão na estrada, após terem sido obrigadas a fugir desde que as forças israelenses iniciaram uma operação militar na região, no último dia 6".

Os combates entre Israel e o Hamas continuaram neste sábado na Faixa de Gaza, inclusive em Rafah, cidade do sul onde a hostilidade já levou à fuga de mais de 800 mil pessoas, segundo a agência da ONU para os refugiados palestinos (UNRWA).

No oitavo mês de conflito com o Hamas, as forças israelenses anunciaram hoje que eliminaram "cerca de 50 terroristas" no leste de Rafah, cidade onde suas tropas entraram no começo do mês. 

Os disparos de artilharia e bombardeios continuavam no leste e nordeste de Rafah. Duas pessoas morreram em um campo para pessoas deslocadas, segundo o hospital kuwaitiano da cidade.

O diretor da UNRWA, Philippe Lazzarini, disse que "800 mil pessoas estão na estrada, após terem sido obrigadas a fugir desde que as forças israelenses iniciaram uma operação militar na região, no último dia 6".

Israel enfrenta a pressão internacional contra a invasão anunciada de Rafah, onde estima-se que viviam antes da operação 1,4 milhão dos 2,4 milhões de habitantes do território palestino.

O Estado hebreu também enfrenta divisões políticas internas. O ministro Benny Gantz, membro do gabinete de guerra do país, disse hoje que renunciará se o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu não aprovar um plano de pós-guerra para a Faixa de Gaza.

Netanyahu respondeu à ameaça de Gantz chamando suas exigências de "palavras vazias" que significariam "uma derrota para Israel".

Ordem de evacuação

No norte da Faixa de Gaza, o Exército ordenou à noite a evacuação imediata de distritos ocidentais da cidade de Jabaliya, de onde afirmou que foguetes haviam sido disparados contra cidades israelenses.

As Brigadas Al-Quds, braço armado da Jihad Islâmica Palestina, haviam anunciado antes que foram responsáveis pelo ataque a um centro de comando israelense em Jabaliya e pelo disparo de foguetes contra a cidade de Ashkelon, no sul de Israel.

O Hamas relatou dezenas de mortos e centenas de feridos no campo de deslocados de Jabaliya e acusou Israel de atacar prédios residenciais, escolas e abrigos.

A guerra começou em 7 de outubro, quando comandos do Hamas realizaram um ataque no sul de Israel, matando mais de 1.170 pessoas, a maioria civis, de acordo com uma contagem da AFP baseada em números oficiais israelenses. 

Mais de 250 pessoas foram capturadas e 125 continuam sequestradas em Gaza, das quais acredita-se que 37 tenham sido mortas, de acordo com o exército. 

Até o momento, 35.386 palestinos, principalmente civis, foram mortos na vasta ofensiva de retaliação lançada por Israel, de acordo com dados do Ministério da Saúde de Gaza, território governado pelo Hamas desde 2007.

Ajuda

Após meses de bombardeios e operações que devastaram o norte e o centro da Faixa de Gaza, Israel ressaltou na última quinta-feira sua intenção de intensificar a ofensiva terrestre em Rafah, para aniquilar os últimos batalhões do Hamas, apesar dos temores da comunidade internacional em relação à população civil. 

Além da ofensiva, os habitantes de Gaza enfrentam uma escassez de suprimentos devido ao cerco de Israel. Um carregamento de ajuda humanitária chegou hoje através de um cais flutuante temporário instalado pelos EUA, informou o Exército de Israel. 

O movimento islamita palestino ressaltou que "nenhuma via de transporte de ajuda constitui uma alternativa às rotas sob supervisão palestina". 

O primeiro carregamento desembarcou após dias de bloqueio à entrada de ajuda humanitária em Gaza, onde a ONU alerta para o risco de fome. Espera-se que cerca de 500 toneladas de ajuda cheguem ao território palestino nos próximos dias. (AFP)

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