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Ministro israelense diz que renunciará se um plano para Gaza não for aprovado

Recado do membro do gabinete de guerra do país é para o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu

Por Agências
Publicado em 18 de maio de 2024 | 16:48
 
 
 

Integrante do gabinete de guerra de Israel, o ministro Benny Gantz afirmou neste sábado (18) que renunciará a menos que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu aprove um plano pós-guerra para a Faixa de Gaza. 

"O gabinete de guerra deve formular e aprovar até 8 de junho um plano de ação que leve à realização de seis objetivos estratégicos de importância nacional (...) [ou] seremos forçados a renunciar ao governo", disse Gantz, referindo-se ao seu partido, em um discurso televisionado para Netanyahu. 

Gantz disse que as seis metas incluem derrubar o Hamas, garantir o controle da segurança israelense sobre o território palestino e o retorno dos reféns israelenses. 

"Além de manter o controle de segurança israelense, estabelecer uma administração americana, europeia, árabe e palestina que gerencie os assuntos civis na Faixa de Gaza e estabeleça as bases para uma alternativa futura que não seja nem o Hamas nem (Mahmoud) Abbas", disse ele, referindo-se ao presidente da Autoridade Palestina.

Ele também pediu a normalização dos laços com a Arábia Saudita "como parte de um movimento geral que criará uma aliança com o mundo livre e o mundo árabe contra o Irã e seus afiliados". 

Netanyahu respondeu à ameaça de Gantz neste sábado, tachando suas exigências de "palavras vazias cujo significado é claro: o fim da guerra e uma derrota para Israel, o abandono da maioria dos reféns, deixando o Hamas intacto e o estabelecimento de um Estado palestino". 

O Exército israelense luta contra os combatentes do Hamas na Faixa de Gaza há mais de sete meses. 

Mas, nos últimos dias, surgiram grandes divisões no gabinete de guerra israelense depois que os combatentes do Hamas se reagruparam no norte de Gaza, uma área onde Israel havia dito anteriormente que o grupo havia sido neutralizado. 

Netanyahu foi pessoalmente criticado na quarta-feira pelo Ministro da Defesa Yoav Gallant por não descartar a possibilidade de um governo israelense em Gaza após a guerra. 

A guerra começou em 7 de outubro, quando comandos islamistas do Hamas atacaram o sul de Israel, matando mais de 1.170 pessoas, a maioria civis, de acordo com uma contagem da AFP baseada em números oficiais israelenses. 

Mais de 250 pessoas foram capturadas e 124 continuam sequestradas em Gaza, das quais acredita-se que 37 tenham sido mortas, de acordo com o Exército. 

Até o momento, 35.386 palestinos, principalmente civis, foram mortos na vasta ofensiva de retaliação lançada por Israel, de acordo com dados do Ministério da Saúde de Gaza, território governado pelo Hamas desde 2007. (AFP)

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