GUERRA

Ataque de Israel mata importante líder do Hamas; crise humanitária aumenta

A IDF informou que o serviço militar israelense também matou outros agentes do Hamas e da Jihad Islâmica Palestina

Por Agências
Publicado em 15 de outubro de 2023 | 09:44
 
 
 
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Ataques aéreos de Israel no sul de Gaza mataram Billal Al Kedra, comandante do Hamas que liderou o massacre do Kibutz Nirim, no fim de semana passado, segundo informações divulgadas neste domingo pelas Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês), reportadas pelo The Wall Street Journal. Uma invasão terrestre de Israel a Gaza é iminente. Há pouco, a IDF informou, segundo a CNN, que está aumentando a "prontidão operacional" para os próximos estágios da guerra.

A IDF informou que o serviço militar israelense também matou outros agentes do Hamas e da Jihad Islâmica Palestina, reduzindo sua capacidade operacional ao atacar centros de comando, complexos militares e locais de lançamento de mísseis.

Durante a madrugada, forças israelenses disseram a moradores do norte de Gaza que eles teriam uma janela de três horas, prevista para terminar às 13h (horário local, 7h pelo horário de Brasília), durante a qual militares de Israel não fariam operações ao longo da principal via de acesso ao sul da Faixa de Gaza.

"Sua segurança e a de suas famílias são importantes. Por favor, sigam nossas instruções e vão para o sul. Tenham certeza, os líderes do Hamas já garantiram a segurança deles e de suas famílias", escreveu a IDF no X (ex-Twitter).

Crise humanitária A ONU reportou que há escassez de água potável e de combustível para os hospitais em Gaza, o que coloca vidas em risco na região, pela possibilidade de transmissão de doenças por água contaminada ou pela falta de energia nos hospitais. Segundo a ONU, na noite deste sábado mais de dois milhões de pessoas em Gaza foram forçadas a beber água suja, após as estações de tratamento terem ficado sem combustível.

O escritório para a Coordenação de Assuntos Humanitários, outra agência da ONU, estima que os hospitais em Gaza tenham combustível suficiente para operar geradores de reserva por cerca de 48 horas. "O desligamento dos geradores colocaria a vida de milhares de pacientes em risco imediato", afirmou.

(Estadão Conteúdo)

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