Seria um sonho?

Brasileira compra três casas por R$ 16 na Itália; saiba como fazer o mesmo

A venda de imóveis por um euro no país acontece desde 2014, mas as ofertas aumentaram com o tempo, por conta da pandemia de Covid-19 e da adesão de localidades em regiões famosas, como a Sicília

Por O TEMPO
Publicado em 04 de julho de 2023 | 10:44
 
 
 
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Uma brasileira viralizou nas redes sociais ao revelar que, por apenas 3 euros (cerca de R$ 16), comprou três casas abandonadas na Itália e pretende se aposentar no país mediterrâneo. A venda de imóveis por um euro no país acontece desde 2014, mas as ofertas aumentaram com o tempo, por conta da pandemia de Covid-19 e da adesão de localidades em regiões famosas, como a Sicília.

Ruba Daniels, 49 anos, que nasceu no Brasil, mas mora em San Francisco, na Califórnia (EUA), conta que foi para Mussomeli poucos dias após ouvir sobre o projeto de repovoamento local, com oferta de casas abandonadas que necessitasse de reforma, por um preço abaixo do normal.

“Você tem que pagar pelo serviço, no caso, o serviço das agentes e a escritura da casa. A casa em si é quase gratuita. [O valor de] Um euro é simbólico”, disse ela. “Tenho vários amigos que também compraram casas aqui. Eu sou bem ativa em ajudar o pessoal que tem o mesmo sonho”, complementou, afirmando que vale a pena o investimento.

As casas ficam em Mossomeli, na Sicília

Ao site Insider, a mulher contou que se apaixonou pela cidade na Itália pelo fato de trazer lembranças do Brasil. Apesar da aquisição de baixo custo, segundo ela, cada imóvel precisa de € 20.000 [cerca de R$ 110 mil] em reparos para serem restaurados. Além disso, planeja transformar a maior propriedade em um centro de bem-estar, usar outra como galeria de arte e morar na menor com seu parceiro, Kenneth Pitts, de 65 anos, durante a aposentadoria. 

Ela espera que cada uma das casas valha € 30 mil [cerca de R$ 165 mil] após a reforma, mas ela não tem planos de vendê-las, já que considera um investimento.

"Você basicamente recebe a propriedade de graça e espera-se que gaste €20 mil para reformar a parte externa. Na Califórnia, nem se compra um carro por este valor. É um investimento muito pequeno. Já temos um dos imóveis praticamente pronto para morar, e esperamos que o segundo esteja pronto em outubro."

O programa residencial One Euro da Itália existe desde 2014, mas foi lançado na Sicília em 2019 com o objetivo de repovoar áreas tranquilas onde os edifícios ficaram abandonados. Os prédios são reformados e exigem investimento e muito trabalho para serem restaurados.

Casa por 1 euro na Itália: saiba as regras do programa do governo

Atualmente, o município de Sant’Elia a Pianisi, localizado na região de Molise, na Itália, está lançando o programa de casas por 1 euro. O objetivo é atrair novos moradores e investimentos para a cidade, seguindo a estratégia de outros municípios da região que adotaram a iniciativa como forma de revitalização e combate ao despovoamento no interior do país.

Para se candidatar para a compra da casa por 1 euro na Itália e ter mais orientações sobre o procedimento de inscrição, acesse o site do município de Sant’Elia a Pianisi. Leia também o edital completo do programa.

De acordo com a prefeitura, só podem ser compradas as edificações (prédios) de propriedade privada localizadas na área do município e que se encontrem nas seguintes condições:

  • edificações de propriedade particular, não habitadas ou habitáveis, em evidente estado de degradação estrutural, estática, higiênico-sanitária pertencentes particulares que, não tendo interesse em investir neste recurso, demonstrem vontade de aderir à iniciativa do Município e dele se livrarem, ainda que a um preço simbólico, sobretudo devido à carga fiscal que atualmente pesa sobre estes imóveis;
  • Edifícios de propriedade privada, não habitados, mas habitáveis, que, embora não se encontrem em evidentes condições de degradação estrutural, estática, higiênico-sanitária, pertençam a sujeitos que, não interessados em investir neste recurso, manifestem vontade de aderir à iniciativa da Município e livrar-se dele, mesmo a um preço simbólico, sobretudo devido à carga fiscal que hoje pesa sobre estes imóveis.

 

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