Aniversário

Estado de Israel faz 75 anos: confira dez datas cruciais desde 1948

A ONU votou em 29 de novembro de 1947 a divisão da Palestina em dois Estados, um judeu e outro árabe; confira

Por Agências
Publicado em 02 de maio de 2023 | 12:35
 
 
 

O Estado de Israel vai fazer 75 anos de criação neste mês de maio de 2023. Muitos conflitos e polêmcias cercam esse período. Confira aqui dez datas importantes na história do Estado de Israel, por ocasião do 75º aniversário da proclamação de sua independência em 1948.

- 1948: Independência -

A ONU vota em 29 de novembro de 1947 a divisão da Palestina em dois Estados, um judeu e outro árabe. O plano, rejeitado pelos países árabes, provoca uma explosão de violência entre árabes e judeus.

Em 14 de maio de 1948, David Ben Gurion proclama a independência do Estado de Israel, depois de 28 anos de mandato britânico.

Um dia depois, cinco países árabes entram em guerra contra o novo Estado. Esta primeira guerra árabe-israelense terminou em 1949 e permitiu a Israel expandir o território designado pela ONU.

Mais de 760.000 palestinos são forçados a fugir, mas quase 160.000 permanecem no novo Estado. A Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental, passa a fazer parte da Jordânia e a Faixa de Gaza do Egito. Os sobreviventes do Holocausto migram em massa para Israel.

- 1967: Guerra dos Seis Dias -

Em 1967, Israel trava a terceira guerra árabe-israelense contra Egito, Síria e Jordânia. Em seis dias o país conquista Jerusalém Oriental, Cisjordânia, Gaza, parte das Colinas de Golã sírias e da península egípcia do Sinai. A colonização começa nestes territórios.

- 1973: Guerra do Yom Kipur -

Seis anos depois, durante a festa judaica do Yom Kipur, os Estados árabes atacam Israel, que repele o ataque, mas sofre perdas significativas.

- 1978: Paz com o Egito -

Em 17 de setembro de 1978, o primeiro-ministro israelense Menahem Begin e o presidente egípcio Anuar el Sadat assinam em Washington os acordos de Camp David, que precedem a assinatura, em 26 de março de 1979, do primeiro tratado de paz entre um país árabe e Israel.

O Egito recupera o Sinai, devolução que se torna efetiva em 1982. O tratado é denunciado pelos países árabes e Sadat, muito criticado, é assassinado em 1981 por islamistas.

- 1982: Invasão do Líbano -

Os israelenses invadem o Líbano e cercam Beirute em junho de 1982. A Organização para a Libertação da Palestina (OLP) de Yasser Arafat deve deixar o país. As tropas israelenses ocuparam o sul do Líbano até o ano 2000. 

Após o sequestro de soldados israelenses pelo movimento Hezbollah em 2006, Israel inicia outra ofensiva devastadora no Líbano.

- 1993: Acordos de Oslo -

Em dezembro de 1987, os palestinos iniciam o primeiro levante contra a ocupação israelense, a Intifada. Em 1993, Israel e OLP assinam em Washington os Acordos de Oslo sobre a autonomia palestina, encontro marcado pelo aperto de mãos entre Arafat e o primeiro-ministro israelense, Yitzhak Rabin.

Arafat retorna triunfalmente em 1994 aos Territórios Palestinos ocupados, após 27 anos no exílio, e estabelece a Autoridade Palestina.

- 1995: Assassinato de Rabin -

Yitzhak Rabin é assassinado em Tel Aviv por um extremista judeu contrário ao processo de paz.

- 2000: Segunda Intifada -

A visita do então líder da oposição de direita israelense, Ariel Sharon, à Esplanada das Mesquitas de Jerusalém em setembro de 2000 provoca a segunda Intifada, que prossegue até 2005.

- 2005: Retirada da Faixa de Gaza -

Israel se retira em 2005 da Faixa de Gaza, contra a qual impões um bloqueio em 2007, quando o movimento islamita Hamas toma o controle do território. Israel e Hamas travaram desde então quatro guerras em Gaza: em 2008, 2012, 2014 e 2021.

- 2009: Retorno de Netanyahu -

No fim de março de 2009, o líder do Likud (direita), Benjamin Netanyahu, retorna ao o posto de primeiro-ministro, depois de ter ocupado o cargo entre 1996 e 1999. Em 2019 ele é indiciado por vários casos por suposta corrupção.

Depois de ser derrotado em eleições em 2021, ele consegue retornar ao poder no fim de 2022, à frente de um dos governos mais à direita da história de Israel.

Seu projeto de reforma do Judiciário provoca, a partir de janeiro de 2023, uma mobilização popular sem precedentes contra o texto que, segundo os críticos, ameaça a democracia israelense. (AFP)

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