Ciencia

Estudo indica que sexo em viagens ao espaço pode causar 'mutações' no esperma

Em entrevista ao jornal britânico Daily Star, organizador do estudo, revela ser inevitável que alguns caçadores de emoção tentem ter relações no espaço

Por O TEMPO
Publicado em 25 de abril de 2023 | 14:05
 
 
 
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Um estudo realizado por pesquisadores em Biotecnologia Espacial mostra que praticar sexo no espaço pode ser um perigo para concepção humana. De acordo com os cientistas, a indústria não está preparada para as viagens espaciais como propõe a Starship da SpaceX, de Elon Musk, que viabilize a ida ao espaço.

“Não é realista supor que todos os participantes do turismo espacial se abstenham de atividades sexuais enquanto expostos à microgravidade e ao aumento dos níveis de radiação ionizante durante o voo espacial”, afirmou, David Cullen, o professor de Astrobiologia e Biotecnologia Espacial da Universidade de Cranfield (Reino Unido).

Em entrevista ao jornal britânico "Daily Star", Cullen que organizador do estudo, revela ser ser inevitável que alguns caçadores de emoção tentem ter relações fora da órbita da terra, ainda que não esteja totalmente claro se alguém já fez sexo no espaço.

Conforme o estudo, locais com alta radiação como o espaço podem introduzir mutações imprevisíveis e afetar os espermatozoides à medida que se desenvolvem. 

Segundo o professor de Astrobiologia e Biotecnologia Espacial da Universidade de Cranfield, a prática pode afetar a possibilidade de concepção humana descontrolada no espaço, o que representa um risco significativo para o emergente setor de turismo espacial.

"Nós simplesmente não sabemos se haverá grandes efeitos negativos ou não na reprodução humana", declarou Cullen.

Pesquisadores da Universidade de Concordia, de Montreal (Canadá), também encaram a tendência de viagens espaciais com receio. Ainda que seja um modelo de turismo caro, os cientistas entendem que, à medida que as missões espaciais tripuladas se tornarem mais longas e ambiciosas, as agências espaciais precisarão criar algum tipo de política regulatória para evitar que casais não tenham relações sexuais no espaço. 

Os cientistas esclarecem ainda que o espermatozóide leva 74 dias para ser produzido nos testículos de um homem. Portanto, as complicações podem afetar o homem não apenas enquanto um turista em órbita, mas por até dois meses depois da viagem.

"Se você analisar a lista de órgãos sensíveis aos danos causados ​​pela radiação, os ovários e os testículos estão sempre entre os dois ou três primeiros", esclarece Joseph Tash, professor do Centro Médico da Universidade de Kansas (EUA), que realizou pesquisas extensas pesquisa sobre o tema da reprodução animal no espaço.

Com informações Jornal Extra.

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