EUA

Manter conversas com o governo chinês "não é um sinal de fraqueza"

Secretária de Comércio dos Estados Unidos, Gina Raimondo, considera que não falar gera mais tensões e mal-entendidos


Publicado em 03 de setembro de 2023 | 14:45
 
 
 
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Manter conversas com o governo chinês "não é um sinal de fraqueza" por parte de Washington, declarou ao canal CNN, neste domingo (3) a secretária de Comércio dos Estados Unidos, Gina Raimondo, que considerou que não falar resulta em mais tensões e mal-entendidos. 

"Não aceito a ideia de que falar e se comunicar seja um sinal de fraqueza" em relação à China, insistiu Raimondo. "Não falar conduz a uma escalada, a erros de julgamento e a mal-entendidos, o que é ruim para os americanos". 

Na semana passada, a secretária de Comércio visitou a China e teve conversas com seu homólogo, Wang Wentao, e com o primeiro-ministro Li Qiang. 

A visita, a quarta de um membro do alto escalão do governo americano nos últimos meses, tinha como objetivo reforçar as comunicações com Pequim, sem ignorar temas tensos, em particular, a invasão de sua própria conta de e-mail por hackers chineses suspeitos de contar com o apoio de Pequim. 

"Queria deixar claro para eles que não somos tolos, que não fazemos vista grossa diante da realidade do que tentam fazer", insistiu no domingo. 

"Queria lembrá-los que é difícil construir uma relação de confiança quando ocorrem esses tipos de ações", acrescentou Raimondo. 

Segundo ela, seus interlocutores reconheceram que os Estados Unidos dispõem de "um enorme número de ferramentas" para manter a China sob pressão. 

"Fomos muito claros: estamos prontos e capacitados para utilizá-las se for necessário", declarou, acrescentando que, no entanto, "no interesse dos Estados Unidos e da China, e no interesse do mundo, é necessário que mantenhamos uma relação comercial estável". 

As relações bilaterais seguem tensas em várias questões, desde o comércio, até Taiwan e o mar do sul da China. 

Entre as principais discordâncias estão as restrições comerciais impostas pelos Estados Unidos à exportação de determinados produtos para a China, que Washington considera cruciais para preservar sua segurança nacional.

Pequim, no entanto, argumenta que o principal objetivo de tais restrições é frear seu crescimento econômico e desenvolvimento.

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