Fraude

Nos EUA, mulher simula próprio sequestro para esconder que largou faculdade

Chloe Stein, da Pensilvânia (EUA), foi detida e acusada pela polícia de quatro crimes: alarme falso, denúncia falsa de crime, obstrução da administração da lei e conduta desordeira

Por Agências
Publicado em 08 de maio de 2023 | 12:34
 
 
 
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Uma mulher tomou uma decisão desesperada de fingir seu próprio sequestro para tentar esconder da família o fato de não ter se formado após abandonar a faculdade. Chloe Stein, da Pensilvânia (EUA), foi detida na terça-feira (2) e acusada pela polícia de um total de quatro crimes: alarme falso para agência de segurança pública, denúncia falsa de um crime, obstrução da administração da lei e conduta desordeira.

Segundo o jornal Daily Star, a jovem de 23 anos elaborou um plano de falso sequestro a fim de esconder a vergonha de ter sido reprovada na faculdade. No dia 1º de maio, às 22h30, ela voltou do trabalho para casa e ligou ao namorado contando que estava sendo levada por um homem desconhecido após ter sido atacada na rua.  Assustado, o parceiro de Chloe fez várias tentativas de entrar em contato, mas seus esforços falharam. O desaparecimento rapidamente levantou preocupações na sua família, que localizou seu carro abandonado em uma estrada na cidade de Jeannette, no norte do estado.

Ela foi declarada desaparecida pela polícia, que em seguida iniciou uma operação de busca, com um helicóptero sobrevoando a área, serviços de inteligência e viaturas circulando pela região. No entanto, a farsa de Chloe foi rapidamente revelada quando um policial fez uma busca pela casa de um amigo dela no sudeste de Pittsburgh, a encontrando escondida no imóvel.

Na delegacia, a estudante continuou com a alegação de ter sido sequestrada "por um homem desconhecido que se fazia passar por policial". Ela também disse que o suposto agressor portava uma arma de fogo e a levou para vários locais na área. Por outro lado, os investigadores ficaram desconfiados de sua história, após terem recebido ligações de funcionários da Penn State University, que informaram que Chloe não era uma aluna matriculada desde 2018.

"Durante o telefonema, descobrimos que ela não frequentava a faculdade há algum tempo, quase no ponto em que já passou de um ano, talvez dois. E a formatura estava chegando", disse o agente da polícia local, Steve Limani. "Isso nos levou a concluir que não houve agressão policial nem sequestro. Nada do que ela disse aconteceu."

Após ser confrontada, Chloe Stein confessou o seu plano. Ela disse que a vergonha por não frequentar a faculdade por tanto tempo e ter decepcionado sua família são os principais motivos do crime. Ela deve comparecer a uma audiência preliminar com o juiz de Westmoreland em 25 de maio, informou a imprensa local. (Folhapress)

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