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Número de mortes em terremoto na China chega a 127

Tremor ocorreu a quase 1.300 quilômetros ao sudoeste de Pequim, na província de Gansu

Por Agências
Publicado em 19 de dezembro de 2023 | 11:29
 
 
 

As equipes de emergência procuravam sobreviventes nesta terça-feira (19) entre os escombros dos vários edifícios que desabaram após um terremoto que deixou pelo menos 127 mortos e centenas de feridos em uma área remota do noroeste da China. O tremor aconteceu a quase 1.300 quilômetros ao sudoeste de Pequim, na província de Gansu.

As autoridades da província de Qinghai anunciaram em um balanço atualizado que pelo menos 113 pessoas morreram e mais de 500 ficaram feridas. Na província vizinha de Qinghai, na cidade de Haidong, 14 pessoas faleceram e 198 ficaram feridas.

O terremoto danificou mais de 155.000 edifícios, segundo o canal público CCTV, e obrigou os moradores a correr para as ruas, em um período do ano de temperaturas gélidas.

"Tenho 70 anos e nunca senti um terremoto tão forte em minha vida", declarou à reportagem. Ma Wenchang, moradora da região. "Não posso mais viver (nesta casa), porque é muito perigoso. Meus parentes foram levados para outro lugar", acrescentou.

Em outra área próxima do epicentro, o teto de uma mesquita desabou e outro edifício ficou reduzido a escombros, constatou a reportagem. As rodovias estavam repletas de veículos militares e de emergência.

"Estava com muito medo. Olhe como as minhas mãos e pernas estão tremendo", declarou uma mulher em um vídeo divulgado nas redes sociais do jornal estatal Diário do Povo.

"Eu saí correndo de casa, a terra da montanha cedeu e caiu no teto", acrescentou a jovem, sentada com um bebê nos braços e coberta por uma manta.

O terremoto de magnitude 5,9, segundo o Instituto Geofísico dos Estados Unidos (USGS), ocorreu às 23h59 (12h59 de Brasília) a uma profundidade de dez quilômetros.

A agência estatal Xinhua informou que a magnitude do terremoto foi de 6,2 e que o tremor foi sentido na cidade histórica de Xi'an, na província de Shaanxi (norte), a cerca de 570 km de distância.

O epicentro do terremoto foi localizado 100 km ao sudoeste da capital provincial, Lanzhou, e foi seguido por vários tremores secundários. Este é o terremoto com o maior número de vítimas na China desde 2014, quando mais de 600 pessoas faleceram em um tremor na província de Yunnan, sudoeste do país.

As equipes de resgate começaram a trabalhar cedo nesta terça-feira. O presidente da China, Xi Jinping, pediu "todos os esforços" nas operações de busca e resgate. As autoridades provinciais também se deslocaram para as áreas mais afetadas.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, aliado de Pequim, expressou "profundas condolências" a Xi e afirmou que o país compartilha "a dor dos que perderam seus entes queridos nesta catástrofe".

Clima gelado 

A agência Xinhua relatou cortes nos serviços de energia elétrica e água em algumas localidades. Vídeos postados nas redes sociais mostraram telhados caídos e escombros nas ruas. A CCTV exibiu imagens de veículos de resgate chegando às áreas afetadas por estradas cobertas de neve.

A emissora informou que mais de 1.400 bombeiros e socorristas foram enviados à área do desastre e outros 1.600 permanecem de sobreaviso. Os socorristas apareceram lado a lado nos caminhões, enquanto outras imagens os mostraram em pé recebendo instruções.

Em outros vídeos, equipes de emergência foram vistas usando lanternas para procurar entre os escombros, com macas laranjas para carregar os corpos.

As temperaturas caíram abaixo de zero no norte da China, e imagens da CCTV de uma das áreas mais afetadas mostraram moradores se aquecendo em uma fogueira enquanto os trabalhadores de emergência levantavam tendas.

Os terremotos são frequentes na China. Em agosto, um terremoto de magnitude 5,4 atingiu o leste do país, deixando mais de 20 feridos e derrubando dezenas de prédios. Em setembro de 2022, um terremoto de magnitude 6,6 atingiu a província de Sichuan, onde quase 100 pessoas morreram.

Outro terremoto, de magnitude 7,9 em 2008, deixou mais de 87.000 pessoas mortas ou desaparecidas, incluindo 5.335 estudantes. (AFP) 

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