surto

Pequim tem recorde de casos de Covid e fecha escolas e restaurantes

China tem vários focos de coronavírus e registrou nesta terça-feira 28 mil novas infecções, muito próximo do recorde histórico desde o início da pandemia

Por Agência
Publicado em 22 de novembro de 2022 | 08:53
 
 
 

Pequim registrou nesta terça-feira (22) um recorde de novos casos de Covid em meio a um surto que provoca restrições na cidade, como o fechamento de escolas e restaurantes ou a imposição do teletrabalho. A China tem vários focos de coronavírus e registrou nesta terça-feira 28.000 novas infecções, muito próximo do recorde histórico desde o início da pandemia, informaram as autoridades de saúde.

Os principais focos estão na província de Guangdong e na cidade de Chongqing, com mais de 16.000 e 6.300 novos contágios. Na capital, os casos dispararam nos últimos dias, passando de 621 no domingo a 1.438 nesta terça-feira, um recorde para a cidade. A segunda maior economia mundial mantém a política de 'Covid zero', que gerou bons resultados no início da pandemia, o que inclui confinamentos repentinos, testes em larga escala e quarentenas prolongadas.

Mas os focos recentes testam os limites da estratégia e as autoridades hesitam no momento de determinar confinamentos como o implementado em abril durante dois meses em Xangai, o que abalou a economia e a imagem internacional do centro financeiro. Três idosos de Pequim com comorbidades morreram vítimas de covid durante o fim de semana, informaram as autoridades, as primeiras vítimas fatais da pandemia na China desde maio.

Embora a capital tenha evitado um confinamento completo, as autoridades colocaram diversos edifícios em quarentena e exigem um teste negativo nas últimas 24 horas para autorizar a entrada na maioria dos locais públicos. Durante o fim de semana, os moradores receberam a recomendação para permanecer em casa e evitar os deslocamentos entre distritos.

Atrações turísticas, academias e parques foram fechados. Eventos com grandes públicos, incluindo shows de música, foram cancelados. A China anunciou em 11 de novembro a flexibilização de algumas medidas anticovid para "otimizar" o impacto econômico e social das medidas de saúde, como a redução da quarentena obrigatória para viajantes que chegam do exterior.

Algumas cidades cancelaram os testes em larga escala de Covid na semana passada, mas algumas retomaram a medida alegando dificuldades para controlar a transmissão da variante ômicron. A cidade de Shijiazhuang (norte), que havia cancelado os exames em larga escala, iniciou um confinamento parcial. (AFP)

 

Notícias exclusivas e ilimitadas

O TEMPO reforça o compromisso com o jornalismo profissional e de qualidade.

Nossa redação produz diariamente informação responsável e que você pode confiar. Fique bem informado!