Diplomacia

Presidente de Honduras vai à ONU selar instalação de comissão anticorrupção

Em novembro de 2021, já presidente eleita, iniciou as gestões para criar esta comissão com o secretário-geral da ONU

Por Agências
Publicado em 11 de dezembro de 2022 | 22:39
 
 
 

A presidente de Honduras, Xiomara Castro, partiu neste domingo (11) rumo a Nova York, onde fica a sede das Nações Unidas, para selar a instalação de uma comissão anticorrupção em seu país, similar a uma que atuou na  Guatemala.

A mandatária viajou em voo comercial para Nova York, acompanhada de seu secretário particular, seu filho Héctor Zelaya, "para concretizar a chegada da CICIH ao país" centro-americano, informou o governo em nota.

A Comissão Internacional contra a Corrupção e a Impunidade em Honduras (CICIH) seria semelhante a uma entidade avalizada pela ONU, que começou a operar como Ministério Público paralelo na Guatemala em 2008, integrada por magistrados e investigadores estrangeiros.

A ONU aceitou criar essa comissão na Guatemala, conhecida como CICIG, porque o crime organizado estava encrustado em instituições sensíveis, como o Ministério Público e a Polícia.

A CICIG foi retirada da Guatemala em 2019 pelo então presidente Jimmy Morales, que se negou a renovar seu mandato meses depois de declarar "persona non grata" o juiz colombiano que chefiava a Comissão.

Castro, mulher do ex-presidente Manuel Zelaya, deposto em 2009, baseou a campanha que a levou à Presidência em janeiro no combate à corrupção com ajuda da ONU.

Em novembro de 2021, já presidente eleita, iniciou as gestões para criar esta comissão com o secretário-geral da ONU, António Guterres.

A CICIH tem também antecedente na Missão de Apoio contra a Corrupção e a Impunidade em Honduras (MACCIH), estabelecida pela Organização de Estados Americanos (OEA) durante quatro anos, que contribuiu para levar à justiça dezenas de deputados, funcionários públicos e empresários.

Mas, o então presidente hondurenho Juan Orlando Hernández se negou a renovar este convênio com a OEA e, assim, a MACCIH deixou de existir em 19 de janeiro de 2020.

Hernández foi extraditado para os Estados Unidos em abril, acusado de conspirar para introduzir naquele país cerca de 500 toneladas de cocaína, em cumplicidade com cartéis colombianos e mexicanos entre 2004 e 2022. (AFP)

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