Estados Unidos

Presidiária grávida busca liberdade sob alegação de que seu bebê é inocente

Na petição de pedido de liberdade da criminosa, o advogado disse que o feto tem direitos independentes de sua mãe, mesmo que ainda esteja no útero.

Por O TEMPO
Publicado em 22 de fevereiro de 2023 | 13:37
 
 
 
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Uma mulher grávida que está presa no sul da Flórida, nos Estados Unidos, entrou com pedido de liberdade, na última semana, sob alegação de que o seu bebê não foi acusado de crime nenhum. As informações são do The Washington Post. 

No processo, o advogado de defesa de Natalia Harrell, solicitou ao Tribunal de Apelação do Terceiro Distrito, em 16 de fevereiro, que o bebê de sua cliente seja liberado de forma imediata da custódia do Departamento de Correções e Reabilitação de Miami-Dade. 

Natalia Harrell foi presa em 26 de julho de 2022 e permanece detida sem fiança. Ela é acusada de assassinato em segundo grau, um crime de primeiro grau punível com até prisão perpétua e multa de US$ 10 mil (o equivalente a mais de R$ 50 mil). De acordo com a polícia local, a mulher atirou e matou outro passageiro no banco de trás de um Uber.

Na petição de pedido de liberdade da criminosa, o advogado disse que "o feto tem direitos independentes de sua mãe, mesmo que ainda esteja no útero”. Além disso, a defesa também argumenta que a criança ainda não nascida, não foi acusada de nenhum crime, mas está em um centro de detenção.

Segundo ele, sua cliente, que está grávida de oito meses, não recebeu nenhum cuidado pré-natal na prisão.“O fato é que nenhum médico obstetra ou ginecologista examinou o bebê desde outubro de 2022”, disse o advogado

De acordo com The Washington Post, o Departamento de Correções e Reabilitação de Miami-Dade ainda não respondeu à petição apresentada pela defesa de Natalia Harrell.

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