Investigação

Suprema Corte dos EUA rejeita apelação de Trump sobre documentos sigilosos

Através de uma ordem com apenas uma frase, a Suprema Corte negou a apelação, sem fazer comentários

Por Agências
Publicado em 13 de outubro de 2022 | 20:19
 
 
 

A Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou nesta quinta-feira (13) o pedido do ex-presidente Donald Trump para intervir na batalha legal sobre os documentos sigilosos que foram apreendidos pelo FBI em sua residência em Mar-a-Lago, na Flórida.

Trump tinha instado a máxima corte, controlada pelos conservadores, a suspender a sentença do tribunal de apelações que voltou a dar acesso aos documentos para o Departamento de Justiça.

Através de uma ordem com apenas uma frase, a Suprema Corte negou a apelação, sem fazer comentários.

Na declaração juramentada que usou para justificara a batida na residência de Trump, em 8 de agosto, o FBI informou que antecipava uma investigação criminal sobre a "retirada e o armazenamento inadequados de informação sigilosa" e o "ocultamento ilegal de registros governamentais".

A ordem de busca dizia que a investigação também estava relacionada com a "retenção deliberada de informação de defesa nacional", um crime previsto na Lei de Espionagem, e com uma "potencial obstrução de uma investigação federal".

Uma juíza da corte distrital na Flórida encarregou um especialista de rever os arquivos apreendidos e determinar se havia material que estivesse potencialmente enquadrado no privilégio advogado-cliente.

Um painel de apelação, composto por três juízes, decidiu que enquanto o especialista realizar sua análise, o governo não poderia continuar usando os documentos classificados como sigilosos em sua investigação criminal.

Em sua solicitação de emergência à Suprema Corte, em 4 de outubro, Trump apelou dessa sentença unânime do painel, formado por dois juízes nomeados por Trump e um pelo ex-presidente Barack Obama.

Apesar de Trump ter nomeado três dos nove juízes que compõem a Suprema Corte, ele sofreu várias derrotas em casos conhecidos, sendo uma das mais notáveis a negativa do tribunal de dar ouvidos às suas alegações de suposta fraude nas eleições presidenciais de 2020. (AFP)

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