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Laura Medioli

Adotando amigos

Enquanto escrevo este texto, acaricio minha pit-lata, que se encontra ao meu lado

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PUBLICADO EM 10/02/19 - 03h30

Recebi da leitora Ana a seguinte mensagem, da qual compartilho uma parte:

Há cerca de uma semana, avistei uma cadela andando em frente a uma construção abandonada, no Buritis. Me chamaram a atenção as tetas cheias de leite; concluí que ela havia dado à luz recentemente e suspeitei que os filhotes estivessem próximos. Concluí, também, que ela estava procurando água e/ou comida. Entrei na construção e localizei os filhotes. O ambiente é perigoso porque há materiais abandonados (tábuas com pregos expostos, cacos de vidro, ferros enferrujados etc.), vários desníveis e buracos no chão, além de os animais estarem deitados em terra batida, úmida e suja. Infelizmente, não posso levá-los para a minha casa, pois moro em apartamento e já tenho quatro cadelas resgatadas...

Abro o link e vejo a foto dos cachorrinhos. Encostados uns aos outros, num ambiente escuro, dormem encolhidinhos na terra úmida. A mãe, magrelinha com cara de assustada, talvez pela responsabilidade materna e total incapacidade de oferecer algo melhor às suas crias. Tirando a minha leitora, anja protetora, talvez ninguém mais tenha se dado conta de sua existência.

Sem ter o que fazer diante essa situação, ela me pede uma luz, dizendo que já enviou o caso para algumas ONGs de proteção e não obteve êxito. Respondo-lhe que as entidades protetoras, na grande maioria, estão sobrecarregadas, impossibilitadas de buscar novos animais, pois não conseguem mantê-los alimentados e tratados como gostariam. Com a crise, muitos colaboradores deixaram de ajudar com ração ou doação financeira. E elas sobrevivem como podem, se organizando, fazendo bazares, vendendo rifas, correndo atrás. São como “anjos da guarda” dos cães, dos gatos e de todos os animais, tocados pela sensibilidade e pela compaixão. Anjos que se dispõem a resgatá-los das ruas, cuidar deles, alimentando-os, tratando feridas, vacinando, vermifugando e, assim que possível, oferecendo-os à adoção responsável.

Muitos dos cães que tive foram adotados ou encontrados nas ruas. Só mesmo quem tem um ao seu lado compreende o tamanho desse amor compartilhado.

Volto a pensar nos cachorrinhos da construção abandonada: que destino terão? A rua é movimentada, e o risco de serem atropelados, assim que saírem do escuro onde nasceram, é enorme. A mãe logo, logo estará prenha de novo. E, mais uma vez, vagando em busca de um lote vago ou de um canto escondido para ter seus filhotes.

Enquanto escrevo este texto, acaricio minha pit-lata, que se encontra ao meu lado. Abandonada ainda filhote numa rodovia, teve a sorte de ser salva por um anjo protetor e mais ainda por ter vindo parar em minha casa; “é a minha terceira filha”, brinco.

Pensando no destino de cãezinhos como ela, como os da construção e de tantos outros, dedicamos a eles uma página semanal nos jornais O TEMPO, Super Notícia e O Tempo Betim: cães e gatos oferecidos à adoção responsável. Numa coluna, as fotinhas de caras assustadas, olhares doces, por vezes tristes, pedindo para serem aceitos, assim como aceitei a minha amiga, companheira, amada, alegria da casa: Vlora, minha mais adorável pit-lata.

P.S. Pouco antes de publicar este texto, recebi outra mensagem da Ana dizendo que resgataram a mãe e os dez filhotes. Encaminharam todos para um lar temporário em Vespasiano e iniciaram uma campanha pelas redes sociais, em busca de tutores para todos os 11, que nos próximos dias serão vermifugados. Me pergunta se seria possível divulgá-los pelos jornais para que sejam adotados. Claro!, respondi e, inclusive, ilustrarei minha crônica com eles. Portanto, quem se interessar por essas fofuras acima, favor entrar em contato pelo telefone (31) 98458-1771 ou pelo e-mail: contato@nunesgh.com

Obrigada!

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