A imponente estátua Três Graças, escondida por Arminda, personagem de Grazi Massafera, em um dos quartos de sua mansão em metade da novela das 21h, e que agora está no ferro-velho de Joaquim (Marcos Palmeira), guarda um segredo perigoso — mas fora da ficção ele também tem uma origem artística real e bastante conhecida na história da arte.
O mistério da estátua na novela
Na história exibida no horário nobre da TV Globo, a escultura com cerca de 1,80 metro funciona como um esconderijo. É dentro dela que Arminda guarda dinheiro proveniente de seus negócios ilegais com Santiago Ferette, vivido por Murilo Benício.
A peça foi criada exclusivamente para a produção nos Estúdios Globo. Para compor o cenário da novela, os cenógrafos utilizaram resina misturada com pó de mármore, dando à obra um visual semelhante ao de esculturas clássicas.
O design da estátua representa três figuras femininas inspiradas nas divindades da mitologia grega conhecidas como as Três Graças.
Qual é a escultura original das Três Graças?
Apesar de a versão exibida na novela ser cenográfica, a inspiração vem de obras reais que existem em museus ao redor do mundo. Uma das representações mais famosas é a escultura The Three Graces, criada pelo escultor italiano Antonio Canova no início do século XIX.
A obra foi esculpida entre 1814 e 1817 e atualmente possui uma versão exposta no Victoria and Albert Museum, em Londres.
Outra interpretação conhecida das mesmas personagens foi feita pelo artista francês James Pradier e integra o acervo do Museu do Louvre.
Quem são as Três Graças na mitologia
Na mitologia grega, as Três Graças são filhas de Zeus e representam atributos ligados à harmonia e à beleza. Cada uma delas simboliza um aspecto da vida e da natureza:
- Eufrosina: associada à alegria
- Aglaia: relacionada ao charme e à elegância
- Tália: ligada à juventude e à beleza
Ao longo da história da arte, essas três figuras foram retratadas abraçadas ou unidas em círculo, simbolizando equilíbrio, inspiração e fertilidade.
A importância do símbolo na novela
Em Três Graças, a escultura vai além de um simples objeto decorativo. O símbolo também aparece na abertura da novela, em uma sequência visual que transforma o mármore em cores e movimento.
A ideia é representar a energia feminina e a renovação, conceitos tradicionalmente associados às Graças. Por isso, quando Gerluce — personagem de Sophie Charlotte — observa a peça pela primeira vez, sua reação é de fascínio imediato.
Mesmo que Arminda tente minimizar a importância da escultura na história, a trama já deixou claro que o objeto guarda mais significado — tanto dentro quanto fora da ficção.
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