Temos mesmo que correr muito atrás dos seus ensinamentos

Se a salvação não depende também de nós, rasguemos o evangelho

Redação O Tempo


Publicado em 21 de setembro de 2015 | 03:00
 
 
 
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A morte de Jesus na cruz foi uma consequência do cumprimento de sua missão de trazer para nós o seu evangelho, o qual não agradou aos sacerdotes judeus que, então, tramaram sua morte na cruz.

Com a prática real do evangelho, nós conseguiremos também uma sintonia com Deus Pai igual àquela que Jesus tinha com Ele, e que até lhe permitiu dizer que Ele e o Pai são um, mas com cada um conservando a sua própria identidade. E Jesus conclamou-nos para que nós nos tornássemos também um com Ele e com Deus Pai: “A fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste” (João 17: 21).

Para a nossa salvação, devemos vivenciar realmente o evangelho. Jesus no-lo ensinou com uma clareza meridiana: “Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica, será comparado a um homem prudente, que edificou sua casa na rocha; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, que não caiu, porque foi edificada sobre a rocha. E todo aquele que ouve estas minhas palavras e não as pratica, será comparado a um homem insensato, que edificou sua casa sobre a areia; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto sobre aquela casa, e ela desabou, sendo grande a sua ruína” (Mateus 7: 24 a 27). E “Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus” (Mateus 7: 21).

E o excelso Mestre nos dá mais exemplos de que nós, para adquirirmos a nossa salvação, temos mesmo que correr e muito atrás dos seus ensinamentos e pormo-los em prática. Enquanto, pois, não fizermos isso, por mais alto que alguém grite que é cristão, ele jamais se salvará. Ou será que Jesus mentiu para nós, ensinando-nos coisas erradas? Não, é claro que seu ensino para a nossa redenção é verdadeiro, pois o Espírito humano de Jesus não é um demônio (“daimon”) mau ou anjo (“aggelos”) mau, mas um Espírito angélico boníssimo dos da mais alta hierarquia dos anjos. “Em toda a angústia deles foi ele angustiado, e o Anjo da sua presença os salvou; pelo seu amor e pela sua compaixão ele os remiu, os tomou e conduziu-os todos os dias da antiguidade” (Isaías 63: 9).

Jesus é, realmente, o Salvador do mundo, mas não com o seu sangue derramado, e sim com o ensino de seu evangelho e a nossa vivência dele. E sua morte foi realmente apenas uma consequência desse seu ensino, e não a causa.

Uma miniparábola para entendermos isso: Uma criança é levada pela enxurrada. Um homem entra na água para salvá-la e consegue, entregando-a para outra pessoa. Mas esse homem herói cai, é levado pela correnteza e morre afogado. A sua morte é uma consequência de seu heroísmo de salvar a criança, e não a causa da salvação dela. Assim também é a morte de Jesus, que é mesmo, como já dissemos, uma consequência do cumprimento da sua missão. Se não aceitarmos essa verdade inquestionável, que rasguemos, então, o evangelho, pois para nada ele nos serviria, e fiquemos com a falsa salvação da malandragem, da ociosidade, de graça, e de preguiça, quando é tão difícil passar pela porta estreita!

Farei palestra em 25.9.2015 no Grupo Espírita Amor e Luz, às 20h30, na rua Lamartine Pavin, 11, bairro Jardim Bela Vista, em Mauá (SP); e seminário em 27.9 em Mateus Leme (MG), na rua Guaraciaba Passos, 49, de 9 às 11h30.

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