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FAÍSCA

Dois anos de Feira Faísca

Feira de publicações independentes realiza edição especial de aniversário neste fim de semana (17 e 18)

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Criada há dois anos, a Faísca acontece na sede do BDMG Cultural, no bairro de Lourdes
PUBLICADO EM 16/06/17 - 17h31

A edição da Feira Faísca deste final de semana tem um gostinho especial para seus realizadores: é que ela marca os dois anos de nascimento do evento, que visa fortalecer a cena de publicações independente da capital mineira. Motivo pelo qual terá uma programação ampliada, com shows, discotecagem e 48 expositores – composta por artistas inscritos por meio de edital, convidados, uma escola de artes e o Setor Braille da Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa –, além de oferecer uma oficina gratuita e um espaço voltado para o público infantil.


São muitos, os convidados. Caso da Lote 42, editora paulista que aporta ao evento com alguns de seus títulos mais recentes, como "Fachadas", de Rafael Sica, e "Modo Avião", de Rafael Coutinho, Lucas Santtana e J.P. Cuenca, e outros do catálogo. Também estarão na feira as mineiras Relicário Edições,  Polvilho,  A Zica e a Casagravada - o coletivo, aliás, está com a mostra "Itinerário de uma Aposta Coletiva" em cartaz na Galeria de Arte do BDMG Cultural. Como atividade de formação, o professor Valdo Alves vai ministrar a oficina "O Estilo Mangá: Características e Dinâmica nos Quadrinhos". E sim, como de praxe, haverá o Espaço das Crianças e área de alimentação com food trucks.


Para falar um pouco mais do projeto e de suas diretrizes, o Jornal Pampulha conversou com um dos mentores da iniciativa, o quadrinista Jão. Confira, a seguir, a entrevista.

Gostaríamos que usasse suas próprias palavras para nos dizer qual o  objetivo da Feira Faísca?

A Faísca surgiu com a proposta de fortalecer o cenário de publicações independentes aqui na cidade por meio de encontros mensais​, para que pudesse existir um calendário tanto para o público quanto para os artistas. Agora, após duas temporadas, nosso objetivo mudou: queremos profissionalizar a produção dos expositores - estamos mais rigorosos quanto ao que é comercializado na feira, tentarmos promover o intercâmbio com grupos de fora do estado a partir de convites para participar dos eventos, além de olhar com maior atenção para os diversos setores presentes no mercado gráfico - e atingir novos públicos.

Uma pergunta meio óbvia, mas pertinente... Qual o balanço dos dois anos?
 

Nestes dois anos de feira, aprendemos muito sobre o mercado de artes gráficas e sobre o cenário de publicações independentes em BH. Foram mais de 250 expositores diferentes, entre artistas, coletivos, selos e editoras. Esta é a 17º edição da Faísca, pois, apesar da proposta mensal do evento, sempre a gente dá uma pausa entre o fim do ano e o início de cada temporada - e isso é muito bom, já que são poucos os eventos que conseguem atingir números semelhantes. Para este ano, recebemos o apoio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte, o que nos permitiu ampliar ainda mais nossa programação e levar atrações para a rua, melhorar a​ estrutura, além da​ própria realização​ da feira, que também ocupa o BDMG Cultural​, assim como nas temporadas anteriores​. Como um dos organizadores ​da Faísca, meu balanço do período é dos melhores possíveis, mas sei que ainda há muita coisa para trabalharmos.

O que vocês foram agregando ao longo do caminho e o que foi descartado?
 

Nosso percurso iniciou-se com 20 expositores convidados para participar, em junho de 2015. Descobrimos que havia muito mais gente para atendermos e ampliamos para 40 na segunda edição e, depois, para 45​ já no terceiro evento, número que mantemos até hoje. Também mudamos nossa forma de descobrir o que está sendo feito na cidade em relação à produção artística, e, desde a metade da primeira temporada, abrimos editais para que os interessados em expor possam se inscrever para participar das feiras. Agregamos muitas parcerias também, como com o Setor Braille da Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa, que participa das edições deste ano com parte do acervo, que fica disponível para leitura;  o projeto Dia de Feira, que, até setembro, leva atrações musicais para a Faísca; e food trucks, pois percebemos que o evento tinha a necessidade de fornecer estrutura de alimentação tanto para os artistas que estão trabalhando no evento quanto para o público.​ Sobre o que foi descartado, é difícil responder, mas posso dizer que, para criar as coisas por aqui, descartamos ideias o tempo todo, e vamos substituindo-as pelo que consideramos que funciona.​

Qual o público que frequenta a  feira hoje (digo, no sentido de perfil e mesmo de volume)?
 

Nosso público é bem diversificado, mas, em geral, ele é formado por pessoas que têm entre 25 e 40 anos. Muitos são estudantes de design, arquitetura, artes, letras e comunicação. Temos um pouco mais de mulheres do que de homens também. ​Estimamos entre 500 e mil pessoas por edição​, mas nunca paramos realmente para contar (risos).​

Aliás, e aproveitando: queria, nas suas palavras, uma descrição do objetivo da feira

A Faísca surgiu com a proposta de fortalecer o cenário de publicações independentes aqui na cidade por meio de encontros mensais​, para que pudesse existir um calendário tanto para o público quanto para os artistas. Agora, após duas temporadas, nosso objetivo mudou: queremos profissionalizar a produção dos expositores - estamos mais rigorosos quanto ao que é comercializado na feira, tentarmos promover o intercâmbio com grupos de fora do estado a partir de convites para participar dos eventos, além de olhar com maior atenção para os diversos setores presentes no mercado gráfico - e atingir novos públicos.
 

As atividades de formação têm tido muita procura?

O retorno das oficinas na Faísca era algo que tanto a gente como o público queria muito. Como agora temos o apoio da Prefeitura e conseguimos voltar com elas, o retorno tem sido muito positivo. Para a edição de maio, por exemplo, em poucas horas as inscrições para participar esgotaram-se, e tivemos que abrir algumas vagas a mais.

Quais os planos para o futuro?

A cada dia descobrimos novas possibilidades para a Faísca que queremos explorar. Para além de melhorarmos a feira como um todo, em nossos planos mais imediatos está uma revista periódica de cultura, ​para ser distribuída gratuitamente nos eventos e ​incluir tanto matérias jornalísticas quanto produções como quadrinhos, literatura, fotografia, ilustração e demais setores presentes em nosso mercado gráfico. ​Esperamos que a novidade saia em breve.

Feira Faísca

BDMG Cultural (rua Bernardo Guimarães, 1.600). Sáb (17), das 11h às 17h.  O acesso é gratuito e a classificação é livre.

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