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    “The Street Store” Quando Luciana Duarte, 29, idealizou, com base no evento de origem sul-africana, a primeira edição da loja gratuita de roupas e acessórios para moradores de rua em BH, ela não imaginava o quanto a cidade abraçaria o projeto. A professora universitária programou o primeiro “The Street Store” só para os seus alunos, mas a iniciativa logo bombou nas redes sociais e ela precisou redimensionar a ideia para acolher os 140 voluntários e todas as ofertas de doações. Ao longo das cinco edições realizadas este ano nas ruas do centro, Luciana estima já ter presenteado mais de 1.200 pessoas. “Sempre reitero que, por acaso, a gente usa a loja para nos comunicar e olhar nos olhos do pessoal da rua. É uma desculpa nossa para nos relacionar com o outro. Quando eles sorriem, agradecem e contam as histórias deles, eu vejo que tudo valeu muito a pena. Justifica tudo”, confessa.
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    “Um Lambe Por Dia”- O escritor e gestor cultural Leonardo Beltrão, 31, aprendeu com o pai a fazer grude com polvilho e vinagre. Em Varginha, Sul de Minas, eles saíam pelas ruas colando cartazes de divulgação de eventos. Em abril deste ano, Leonardo resolveu aliar o velho hábito à literatura e criar o projeto “Um Lambe Por Dia”. “Antes ele era do meu universo íntimo, era mais um hobby. Quando fiz uma série astrológica (‘Libra com ascendente em dúvida’, ‘Escorpião com ascendente em tretas’), as pessoas começaram a se identificar. De um dia pro outro, tinha 15 mil curtidas no Facebook”, conta Leonardo, que espera que os quase 2.000 lambes espalhados pelas ruas do centro de BH, dos bairros de Santa Tereza e Serra despertem estranhamento e curiosidade. “Ver as pessoas tirando foto, sorrindo ou achando ruim é o que se ganha por transformar, com arte, os trajetos comuns”.
  • A reforma do Oasis na creche Pupileira, no Horto, contou com mil voluntários
    A reforma do Oasis na creche Pupileira, no Horto, contou com mil voluntários
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    “Mulambo Coletivo” - O verso “todo artista tem de estar aonde o povo está”, pintado numa escadaria da avenida Prudente de Morais, foi a maneira que o Mulambo Coletivo arranjou para homenagear o compositor Fernando Brant (1946-2015). Na ativa há dois anos, o grupo promove “atentados poéticos” nas paredes da cidade, “levando poesia para as pessoas mesmo que elas não tenham desejo”, como define o fundador do Mulambo, Antônio Horta, 26. “Ocupamos os muros com stencils de dizeres poéticos, pinturas diversas e uma série que chamamos de estamparia urbana”, diz. Com esse último, o grupo resgata memórias gráficas da Belo Horizonte de 1950, como os padrões de azulejos da época, e os usa para transformar em suporte de arte qualquer superfície vazia. “Quando o pessoal descobre que a gente faz isso por livre e espontânea vontade, com recursos próprios, eles veem que há quem se importe com o espaço público. Afinal, é onde a gente vive junto. As pessoas, então, entendem que existe vida além do concreto e passam a pensar: por que não posso fazer também? Meu desejo é de que esse movimento reverbere e que as pessoas percebam que a rua é uma extensão da nossa casa e de nós mesmos”, comenta Antônio, deixando o convite para o mural que o Mulambo fará, neste sábado (12), a partir das 10h, em comemoração ao aniversário de BH no Parque Estrelinha, no bairro Estrela Dalva.
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    “Ponto do Livro” - “Nosso intuito é, essencialmente, colocar mais amor no mundo”, resume o administrador Pedro Ivo Dias, 27, um dos fundadores do “Ponto do Livro”. O projeto nasceu da iniciativa de três coletivos belo-horizontinos (“We Love”, “Desestressa BH” e “Feira Grátis da Gratidão”) e busca incentivar a leitura e a gentileza através do empréstimo gratuito de livros espalhados em bolsões anexados aos pontos de ônibus da capital. Desde janeiro de 2014, quando foi implantado, o projeto já fez circular mais de 25 mil obras pelos sete pontos da cidade. “O ‘Ponto’ proporciona o compartilhamento de riquezas, sabedorias e amor. É uma ferramenta muito interessante para educar as pessoas sobre como usar a coletividade em prol do bem”, ressalta Pedro.
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    "Partilhando Mudas e Sementes BH"
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    “Banco dos Saberes” - Yoga, tricô, origami, dança afro e customização de camisetas. Em cada canto da praça da rua José Bonifácio, no Morro do Papagaio, um desses conhecimentos era compartilhado por voluntários na última edição do “Banco dos Saberes”. De acordo com Eliana Ito, 52, idealizadora do evento – que não tem periodicidade definida –, a ideia é simples: colocar pessoas que sabem em contato com outras que querem aprender. “É como se cada um de nossos eventos fossem um grande banco de praça, onde vários tipos de temas, conteúdos e expertises são partilhados. Queremos criar sentimento de pertencimento em relação à cidade – já que quase sempre fazemos em espaços públicos – e, ao mesmo tempo, mostrar para as pessoas que, juntas, elas podem muito mais”, explica Eliana.