A nova ministra de Direitos Humanos e Cidadania já tem nome e data de nomeação definidas. Janine Mello, atual secretaria-executiva da pasta, é nova chefe da pasta divulgada pelo governo federal, nesta terça-feira (31/3) para assumir o cargo de Macaé Evaristo(PT) já na próxima quarta-feira(1/4). A cerimônia de troca de comando será realizada às 11h, no auditório do bloco A, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília.

Janine é cientista política formada pela Universidade de Brasília (UnB), onde também concluiu mestrado em Ciência Política e doutorado em Sociologia Política.

A nova chefe do ministério não possui trajetória política, mas à frente da Secretaria-Executiva, atuou no assessoramento direto à Macaé Evaristo. No posto, acompanhava a supervisão e a coordenação das secretarias que compõem a estrutura da pasta, além dos órgãos colegiados. 

Servidora pública federal de carreira, Janine integra a carreira de especialista em políticas públicas e gestão governamental. A cientista política trilhou trajetória em funções de direção e assessoramento no Governo Federal.

Além do Ministério de Direitos Humanos, ela também esteve no Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome e na Casa Civil da Presidência da República. Na ocasião desde janeiro de 2023,  exercia a função de secretária-adjunta de Políticas Sociais na Secretaria Especial de Avaliação Governamental

Macaé de saída

A transmissão de cargo vai ser realizada devido ao retorno de Macaé à Assembleia Legislativa, oficializado nesta terça-feira (31/3). A parlamentar estava licenciada como deputada estadual para assumir as atribuições do ministério e a possibilidade de retorno ao Legislativo mineiro, já circula nos bastidores desde meados do ano passado.

Em entrevista ao Café com Política, exibido nessa segunda-feira (30/1), no canal de O TEMPO no Youtube ela também já havia adiantado que se reuniria com Lula para oficializar a saída do ministério. 

Macaé foi convidada para integrar o ministério em setembro de 2024. À época, sua indicação teve forte influência do deputado federal Odair Cunha e da tesoureira nacional do partido, Gleide Andrade, além de apoio no plano nacional da então presidente do PT, Gleisi Hoffmann.