O Mineirão pode ser vendido ao Cruzeiro pelo Governo de Minas Gerais. A possibilidade foi admitida pelo governador Mateus Simões (PSD), neste sábado (22/8), em meio ao imbróglio envolvendo o decreto que proíbe a publicidade de casas de apostas em bens públicos estaduais. O chefe do Executivo afirmou estar aberto a discutir uma eventual venda do estádio ao clube, caso haja interesse.
Segundo Simões, a possibilidade de compra foi levantada pelo próprio Cruzeiro. “É o que eles (Cruzeiro) perguntaram: 'vende o Mineirão para a gente?' Eu falei: 'é claro'. O Mineirão não é um bem que não possa ser vendido. É claro que, se em algum momento fizer sentido para o Cruzeiro, a gente pode discutir isso”, afirmou ao ser questionado durante um evento de campanha para a reeleição.
Simões também afirmou que não haveria impedimento caso o Cruzeiro quisesse se tornar proprietário do estádio, uma vez que Atlético e América, principais rivais da Raposa no Estado, já têm seus próprios estádios.
“O Atlético já tem o estádio dele, o meu América tem o próprio estádio. Não haveria nenhum problema de o Mineirão ser comprado pelo Cruzeiro. Não está dentro das nossas prioridades, não. Mas é claro que, havendo interesse, a gente pode discutir isso em algum momento”, afirmou.
O Mineirão pode ser vendido ao Cruzeiro pelo Governo de Minas Gerais. A possibilidade foi admitida pelo governador Mateus Simões (PSD), neste sábado (22/8), em meio ao imbróglio envolvendo o decreto que proíbe a publicidade de casas de apostas em bens públicos estaduais.
— O TEMPO (@otempo) August 22, 2026
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A declaração ocorre em meio ao imbróglio que pode obrigar o Cruzeiro a deixar de mandar jogos no Mineirão. Isso porque um decreto estadual, publicado na quinta-feira (20/8), veta a publicidade e o patrocínio de casas de apostas em bens públicos estaduais, inclusive aqueles concedidos à iniciativa privada, como é o caso do estádio.
A restrição inclui placas, painéis de LED, telões, ativações, camarotes e outros espaços. Segundo o governo, a publicidade de casas de apostas nas camisas dos jogadores não é atingida pelo decreto.
Após a publicação da norma, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) notificou o Cruzeiro. A preocupação da entidade está relacionada à publicidade exibida durante as partidas, já que a CBF possui patrocinadores e acordos comerciais com casas de apostas que precisam ser respeitados pelos clubes participantes de suas competições.
No documento enviado ao Cruzeiro, a CBF informa que os regulamentos das competições e os contratos comerciais precisam ser cumpridos. Na prática, caso o Mineirão não possibilite o cumprimento dessas regras, o clube deverá encontrar outro estádio para mandar suas partidas.
Cruzeiro não será prejudicado
Apesar do impasse, Simões afirmou que o Cruzeiro não será prejudicado pela nova regulamentação e que haverá um período de transição para a adequação às novas regras.
“Eu fiz questão de amanhecer o dia mandando mensagem para o Pedrinho, para dizer a ele que fique tranquilo, que nós não vamos prejudicar de forma alguma nenhum manto de campo do Cruzeiro no Mineirão. A regra não se aplica ao time. A regra se aplica ao estádio. E nós vamos ter o trabalho de transição”, afirmou.
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