O primeiro tempo do clássico entre Cruzeiro e Atlético foi de tensão e irritação para a torcida cruzeirense. Os torcedores azuis lotam as arquibancadas do Gigante da Pampulha. E a animação do começo da partida mudou ao longo da etapa inicial.

A torcida do Cruzeiro começou apoiando a equipe antes mesmo de a bola rolar. Após a rua de fogo no lado de for do estádio, a Nação Azul recebeu a equipe com um mosaico 3D. Quando a bola rolou, a torcida estrelada ganhou logo um 'combustível', na primeira chegada perigosa da Raposa. Quando Tressoldi, zagueiro atleticano, caiu no chão sentindo dores, logo com um minuto de jogo, os cruzeirenses vaiaram o atleta. As vaias se fortaleceram ainda mais quando o jogador precisou deixar o gramado.

Siga O TEMPO no Google e receba as principais notícias
Seguir no Google

Porém logo a torcida estrelada passou a ter mais momentos de silêncio e preocupação, à medida em que o Atlético começou a ameaçar o gol celeste. Quando o time preto e branco tinha a posse de bola, a torcida mandante variava entre o silêncio e as vaias para tentar desestabilizar a equipe visitante.

Em momentos esporádicos na etapa inicial, a torcida do Cruzeiro esboçou gritos e músicas de apoio ao time, em uma tentativa de levantar os ânimos da equipe no gramado. Os gritos ficaram ainda mais potentes quando a equipe começou a, aos poucos, cercar um pouco mais a área atleticana, isto a partir dos 30 minutos do primeiro tempo.

Mas ao mesmo tempo, a impaciência também foi o sentimento das arquibancadas azuis, por causa dos erros da equipe. A equipe celeste errava muitos passes fáceis no ataque, o que diversas vezes enfureceu os torcedores azuis. Não houve xingamentos ou críticas a um jogador específico, mas a inconformação com os erros da equipe foi evidente, com gestos efusivos de reclamação.

A arbitragem também enervou a torcida cruzeirense. A cada marcação de falta contra o Cruzeiro, os celeste mostravam absoluta irritação. Por mais de uma vez a nação celeste esbravejou contra o árbitro. A paciência acabou de vez quando o juiz deixou de marcar uma falta em Fagner, na entrada da área e, logo depois, anotou uma falta de Gerson no meio de campo.

Neste momento, a torcida azul fez o famoso grito de ofensa à família do árbitro.