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Stallone tomou gol de Pelé em filme na década de 80; veja

Rei do Futebol e o ator norte-americano contracenaram em Fuga para a Vitória que conta a história de um jogo fictício de futebol entre nazistas e prisioneiros na 2ª Guerra

Por Igor Veiga
Publicado em 12 de dezembro de 2023 | 19:14
 
 
 
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4. Pelé raptado em Trinidad e Tobago

Em mais um dos vários amistosos internacionais do Santos, Pelé acabou sendo 'sequestrado' pela torcida. O fato inusitado ocorreu em 5 de setembro de 1972, em uma partida contra a seleção de Trinidad e Tobago, no país caribenho, que enfrentava uma guerra civil.

O Santos venceu o jogo por 1 a 0, com um gol de cabeça de Pelé, aos 43 minutos. Foi quando a torcida invadiu o campo do superlotado estádio Port of Spain e resolveu raptar Pelé carregando-o nos ombros pelas ruas da cidade num desfile comemorativo em meio a tanques de guerra nas ruas.

"O povo carregou o Pelé nas costas e saiu com ele pela cidade. Ele ficou preocupadíssimo. Não sabia para onde o estavam levando. Estava morrendo de medo de acontecer alguma coisa. Podia aparecer um maluco ali no meio. Só largaram o Pelé no centro da cidade, em frente ao hotel onde estávamos hospedados", relembrou o ex-jogador Pepe, que jogava com Pelé no Santos.

5. Pelé, capitão do Brasil

Pelé disputou 91 jogos oficiais pela seleção brasileira, mas nunca foi oficialmente capitão do Brasil. A única vez em que isto aconteceu foi em um jogo comemorativo dos 50 anos do Rei do Futebol, em 1990, 19 anos após sua aposentadoria oficial da seleção. Pelé também sempre recusou usar a braçadeira de capitão quando jogava pelo Santos.

A partida Brasil x Resto do Mundo foi realizada em Milão, na Itália. Pelé jogou só o primeiro tempo. A seleção brasileira perdeu o jogo por 2 a 1, mas quem ficou marcado no duelo amigável foi Rinaldo, ex-atacante do Fluminense, que deixou de dar uma assistência para Pelé talvez marcar seu último gol com a amarelinha.

6. Pelé goleiro, não sofreu gols

Em uma época em que os times só podiam fazer uma única substituição no jogo, Pelé chegou a ser o goleiro do Santos em quatro partidas. Todas elas na década de 60 e sem levar nenhum gol.

A mais emblemática partida de Pelé jogando com as mãos - e sem luvas - foi no jogo entre Santos e Grêmio, em 1964, pela semifinal da Taça Brasil, equivalente ao Campeonato Brasileiro à época.

O Peixe derrotou o Grêmio por 4 a 3, no estádio Pacaembu, com 3 gols de Pelé, que assumiu a meta do Santos aos 41 minutos do segundo tempo, sendo obrigado a fazer duas defesas após a expulsão do goleiro Gylmar.

7. Pelé para presidente do Brasil

Anos após a aposentadoria dos gramados, Pelé se enveredou na política. A convite do então presidente Fernando Henrique Cardoso foi ministro dos Esportes, entre 1995 e 1998.

Antes disso, o Rei do Futebol chegou a cogitar ser candidato à presidente do Brasil, nas eleições de 1994, o que não se concretizou.

A Lei Pelé, em vigor até hoje no Brasil, leva este nome porque foi idealizada quando ele estava à frente do ministério dos Esportes. Instituída em 1998, a Lei Pelé determinou o fim ao poder absoluto dos clubes sobre os contratos dos jogadores.

Antes dela, existia a Lei do Passe, um instrumento jurídico que prendia o jogador ao clube além do contrato de trabalho. Apesar dos avanços, a Lei Pelé é alvo dos críticos, sobretudo por permitir o domínio de empresários privados sobre a carreira dos atletas.

8. Pelé quis jogar a Copa de 1986

Nove anos após ter oficialmente se aposentado como jogador de futebol, com 45 anos, Pelé se ofereceu a jogar pela seleção brasileira na Copa de 1986, no México. 

Crítico do time montado pelo técnico Telê Santana à época, Pelé teria se colocado à disposição por conta dos desfalques da seleção para o Mundial.

Por conta de lesões e cortes por motivos disciplinares, o time de Telê não contou, por exemplo, com o zagueiro Mozer, além do lateral Leandro, do meia Toninho Cerezo, e do atacante Renato Gaúcho.

Telê Santana não embarcou na proposta inusitada de Pelé. Depois do episódio, o Rei do Futebol acabou encarando numa boa a recusa do técnico da seleção brasileira. 

"Eu teria, sei lá, 25 dias para treinar. Acho que daria para ajudar o Brasil.  Talvez fosse, profissionalmente, uma das maiores besteiras que eu fizesse na minha vida", revelou Pelé em entrevista a TV Globo à época. 

Por fim, Pelé teve que se contentar em ser comentarista de luxo do canal Bandeirantes durante os jogos do Brasil na Copa de 1986, ao lado dos ex-colegas de seleção e tricampeões do mundo na Copa de 70, Rivellino e Clodoaldo.

Veja o Pelé comentarista da Copa de 1986, na TV Bandeirantes

9. Pelé frustrou Lennon e os outros Beatles

Em 1975, quando se mudou para Nova York para jogar pelo Cosmos no fim de sua carreira, Pelé frequentou a mesma escola de idiomas do ex-Beatles John Lennon. Pelé aprendia inglês, enquanto Lennon estudava o japonês, língua nativa da esposa dele, Yoko Ono.

A dupla ilustre conversava entre os intervalos de uma aula e outra. Em um deles, Lennon aproveitou para contar a Pelé um fato curioso. Os quatro integrantes da super famosa banda britânica tentaram conhecê-lo pessoalmente. Quiseram fazer um show particular para Pelé, no hotel na cidade de Liverpool onde o Brasil se preparava para a Copa de 1966, na Inglaterra.

No entanto, o quarteto foi barrado pela direção da CBF na época. O encontro dos Beatles (Paul McCartney, Ringo Starr, John Lennon e George Harrison), juntos, com o Rei de Futebol, acabou nunca acontecendo.

"O Carlos Nascimento (chefe da delegação da seleção brasileira em 1966) disse que esses cabeludos não iriam entrar ali, não", recordou Pelé em uma coletiva, em 2013.  "A gente adorava futebol, mas não deixaram a gente tocar para você", teria dito Lennon a Pelé durante o encontro em 1975, em Nova York. 

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2. Não existe apenas um Pelé...
Os torcedores podem ter gostado de cantar "Só existe um Pelé!"
Mas não é literalmente verdade..
As façanhas de Pelé significam que ele tem homônimos em todo o mundo, dentro e fora do campo.
Um dos jogadores de futebol mais famosos da África nasceu Abedi Ayew, mas se tornou famoso como Abedi Pelé jogando por Gana e por vários clubes europeus.
Na Inglaterra, o zagueiro cabo-verdiano Pedro Monteiro, que ingressou no Southampton em 2006, também era conhecido como Pelé, apelido que ganhou na infância.
Mas uma medida mais forte do impacto de Pelé pode ser obtida pelo nome com o qual foi batizado.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Edson explodiu como nome escolhido após as façanhas de Pelé.
Na década de 1950, havia 43.511 pessoas chamadas Edson no Brasil. Duas décadas depois, depois que Pelé marcou mais de 1.000 gols e ganhou três Copas do Mundo, o número cresceu para mais de 111 mil.

 

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