Um detento de 31 anos foi morto a tiros nessa quinta-feira (28/8) na AMG-150, em Raposos, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O homem estava em saidinha e voltava para a Penitenciária José Abranches Gonçalves em uma moto por aplicativo quando foi baleado por suspeitos em outra motocicleta.

A Polícia Militar (PMMG) fazia patrulhamento quando visualizou uma moto trafegando em sentido contrário com o pisca-alerta ligado. Na sequência, foi abordada por um homem que relatou ter ocorrido um acidente logo à frente com uma motocicleta.

Os militares foram até o local e encontraram a moto caída. Ao lado, a vítima recebia atendimento de socorristas de uma ambulância, que confirmaram a morte. Durante a ocorrência, um homem molhado e sujo chegou ao ponto da abordagem, dizendo ser o condutor do veículo.

O motociclista contou que trabalha como mototáxi e que levava a vítima para o presídio pelo valor de R$ 120. No trajeto, uma moto se aproximou e ele ouviu disparos. Em seguida, sentiu uma pancada na cabeça, perdeu o controle do veículo e caiu. Ao escutar os tiros, pulou em um barranco, rolou até o rio e ficou escondido até ouvir a sirene da PM.

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A polícia foi até a casa da vítima e conversou com a esposa. Ela disse que o marido cumpria pena por tráfico de drogas e havia sido jurado de morte por dois rivais, com quem disputava um ponto de venda no bairro São Judas Tadeu. No dia 23 deste mês, ele teria revelado que recebeu um aviso de que ocorreria uma "cena de terror" em sua casa, o que interpretou como ameaça de assassinato.

Ainda segundo a companheira, o preso planejou retornar ao presídio por outro caminho, prevendo um possível ataque, mas desistiu após receber a informação de que a “guerra havia acabado”.

Os militares foram até o endereço de um dos suspeitos, que negou envolvimento. No lava-jato do segundo investigado, a PM apreendeu munições e uma moto adulterada com características semelhantes às usadas no crime.

Com a presença de um advogado, o homem disse que havia trabalhado das 8h às 17h no estabelecimento, saindo apenas após o almoço para andar a cavalo, quando viu viaturas próximas à loja. Ele foi preso e encaminhado à delegacia da Polícia Civil (PCMG), que investigará o caso.