João Côrtes, que ficou conhecido nacionalmente após ter sido garoto propaganda de uma linha telefônica, atualmente está em cartaz na peça Eddy – Violência e Metamorfose, no Teatro Poeira, em Botafogo, no Rio de Janeiro.
Em entrevista ao jornal Extra, o ator, de 30 anos, falou sobre o fato de ter ficado completamente nu em cena, e como lida com a nudez artística. “Ficar nu não foi uma questão, ainda mais quando é tratada de maneira cuidadosa, com um olhar artístico e sem ser gratuita. Inevitavelmente, mexe com a vaidade. Mas tem uma mensagem ali e fui ficando à vontade”, disse.
“É engraçado ver a reação de algumas pessoas que logo se conectam com aquela figura que eu tinha dez anos atrás. Dá para ver um choque (risos). Mas eu gosto desse processo de se metamorfosear em cada personagem, não se reconhecer tanto de um para outro”, explicou João Cortês.
“Violência presente”
No teatro, o ator mistura suas vivências pessoais para incorporar o personagem gay, alvo de homofobia, que busca encontrar o seu lugar no mundo. “Escolher ser quem você é, é um ato de coragem todos os dias. Já sofri homofobia, não na mesma agressão da peça, mas a violência sempre está presente, de alguma forma”, declarou.
Gay assumido há cinco anos, João Cortês relembrou, ainda, o apoio recebido da sua família, à época. “Pensei muito, porque foi uma forma de trazer representatividade e dar acolhimento para que outras pessoas como eu não se sentissem sozinhas. É um pouco nossa função como artista”, pontuou.
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