Da redação
@superfcoficial
03/09/19
12h31

Risco de punição

Presidente de torcida do Galo afirma que cantos homofóbicos continuarão

“Estão dando um peso maior para uma coisa mínima. Os cantos vão continuar como sempre foram, não vamos parar. Se nós tivermos que ir lá, cantar e chamar eles de 'maria', vamos chamar”, afirmou Josimar Júnior de Souza Barros

Presidente da torcida organizada minimizou cânticos em tom de preconceito — Foto: Bruno Cantini - Atlético
Da redação | @superfcoficial
03/09/19 - 12h31

Se depender da postura da sua principal torcida, o Atlético corre sério risco de perder pontos dentro do Campeonato Brasileiro. Em entrevista ao site Bhaz, Josimar Júnior de Souza Barros, presidente da Torcida Organizada Galoucura, afirmou que a nova regra imposta pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), de punir clubes por cantos homofóbicos, está “acabando com o espetáculo do futebol”.

Mesmo com cantos que possuem dizeres preconceituosos, como aqueles que chamam cruzeirenses de 'marias', entre outras provocações, Barros minimiza a ação da torcida nas arquibancadas. “Estão dando um peso maior para uma coisa mínima. Se tiver o canto homofóbico ou não, para a gente não faz diferença. Sempre acontece o canto homofóbico, e, para nós, não vai mudar em nada. Os cantos vão continuar como sempre foram, não vamos parar. Se nós tivermos que ir lá, cantar e chamar eles de 'maria', vamos chamar”, afirma. 

Segundo ele, os gritos são uma tradição e já fazem parte da história do clássico. “Agora estão querendo acabar com algo que, querendo ou não, já faz parte do clássico. Isso não ofende ninguém. A gente não está falando especificamente com o torcedor. Isso só está acabando com o futebol, cada vez mais. Está começando o futebol moderno, e nós não apoiamos”, declarou. 

No último domingo, a torcida do Cruzeiro entoou gritos direcionados para os rivais: "Cachorrada filha da pu**, chupa ro** e dá o c*. Ei, Galo, vai tomar no c*! Ei, Galo, vai tomar no c*!". O árbitro da partida, Marcelo Aparecido, não paralisou a partida nem citou o incidente na súmula, como manda a orientação aos juízes. 

Os incidentes podem fazer os clubes mineiros virarem alvos de denúncia por parte do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), 

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