Fernando Martins y Miguel
@martinsymiguel
23/01/21
09h00

Peso Palha

Autêntica, Amanda Ribas aposta em postura diferente para buscar cinturão no UFC

Lutadora, de 27 anos, encara neste sábado (23) a gaúcha Marina Rodriguez, no UFC 257, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes

Fernando Martins y Miguel | @martinsymiguel
23/01/21 - 09h00

Sem o tradicional 'trash talking', provocações antes da luta, e com uma personalidade autêntica e dócil, Amanda Ribas quer ser uma voz ouvida dentro do mundo do MMA. E para isso, o duelo contra a compatriota Marina Rodriguez, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, no UFC 257, neste sábado (23), será apenas mais um passo rumo ao cinturão da categoria peso-palha.

Para Amanda, o título da categoria será uma forma de fazer com que os holofotes se virem para você.

"O cinturão é um sonho e servirá para eu ser um exemplo para as pessoas. Passarei a ser uma voz mais ouvida. Não sou do 'trash talking', não sei sensualizar para fotos. Eu me vendo dentro do octógono, com as minhas lutas. E vem dando certo até aqui", declarou a mineira de Varginha.

O fato de treinar no interior de Minas Gerais, ao contrário de grandes estrelas do UFC, que possuem seus centros de treinamento nos Estados Unidos, é um fator diferencial para a lutadora, que vem quebrando essa barreira dos grandes centros da luta.

"Quero mostrar que dá para chegar lá não treinando em um grande centro. O mais importante é se dedicar ao máximo lá dentro para não sair da luta com a sensação de arrependimento por não ter feito o seu melhor".

Atual nona do ranking da categoria, Amanda encara Marina Rodriguez, que está em oitavo lugar, como favorita. Nas bolsas de apostas dos principais sites, a mineira tem leve favoritismo sobre a gaúcha.

"Eu fico feliz demais por isso (ser favorita). Além de eu confiar muito em mim, vejo que outras também confiam. Isso me dá mais confiança ainda para lutar", disse Ribas.

Mudança de adversárias

Amanda planejava lutar com Carla Espaza, ex-campeã da categoria. Porém, a luta foi adiada a pedido da adversário. Na sequência, Michelle Waterson, sétima do ranking, seria a adversária. Mas acabou sendo Marina Rodriguez.

Amanda acredita que as mudanças de adversária não atrapalhou a preparação para a luta, já que, nos treinamentos, cada etapa se complementaram.

"Quando iria encarar a Carla, me preparei para defesas de chutes e quedas. Contra a Michelle, me preparei para as defesas de chutes. Agora, contra a Marina, me preparei para as defesas de chutes, quedas e a trocação. Então, as mudanças não me atrapalharam", analisou.

Cinturão

Se vencer Marina Rodriguez, nos Emirados Árabes, neste final de semana, Amanda acredita que a disputa pelo título acontecerá ainda neste ano.

"Eu acho que poderá acontecer até o final do ano. Eu iria enfrentar a Carla Esparza, que é a quarta do ranking, ano passado. Então, se eu vencer a próxima luta, creio que me credencio a disputar o cinturão", afirma Amanda. A chinesa Weili Zhang é a atual campeã do peso-palha.

 

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