Daniel Ottoni
@dottoni
23/06/20
08h00

Combustível

Esporte paralímpico é fonte de inspiração para ciclista Henrique Avancini

Brasileiro campeão mundial de maratona conta que tem atletas com deficiência como exemplo de sucesso a ser perseguido

henrique avancini cannondale
Avancini está na segunda posição no ranking mundial de mountain bike — Foto: Divulgação - Cannondale
Lauro Chaman ciclista paralimpico
Lauro Chaman nasceu com o pé esquerdo virado para trás e chegou a competir entre os não deficientes — Foto: Saulo Cruz - Exemplus - CPB
Daniel Ottoni | @dottoni
23/06/20 - 08h00

O fato de ter chegado mais longe do que qualquer outro brasileiro conseguiu, no mundo do ciclismo, não tira de Henrique Avancini alguns exemplos para seguir dando seu melhor e representando bem o país mundo afora. Ao invés de um ídolo, ele tem vários e são todos aqueles que fazem parte do esporte paralímpico pelo exemplo de superação, resiliência e dedicação constante. 

“Quando me perguntam qual é meu ídolo no esporte, digo com sinceridade que são os atletas paralímpicos. Por dentro, meu corpo é igual ao deles. Tive limitações históricas e do ambiente, mas quando eu olho para eles, é algo muito mais desafiador. Imagino como deve ser nos Jogos Paralímpicos, eu vejo muito sucesso em modalidades diferentes. Não sei se é impressão minha, mas a parte humana, o apoio e o suporte fazem toda diferença”, comenta o atleta, atual número 2 do mundo na mountain bike. 

A afirmação veio durante live promovida em parceria do Comitê Olímpico Brasileiro (COB). com o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), que também contou com a participação do ciclista Lauro Chaman, 32 anos.

Lauro nasceu com o pé esquerdo virado para trás e cirurgia para correção do problema o fez perder os movimentos do tornozelo, gerando atrofia na panturrilha. 

Depois de competir em provas para não deficientes, ele ingressou no esporte paralímpico aos 22 anos. Entre as conquistas, estão a prata e bronze nos Jogos Paralímpicos Rio 2016. Em 2017, foi campeão mundial de estrada na África do Sul. Já no Mundial de ciclismo de pista no Rio em 2018, levou o ouro na prova scratch.

“Lembro-me de um campeonato nacional em que corri junto com a elite. Não controlava bem a bicicleta, porque fazia mais força com a perna direita e não conseguia andar reto. Nunca tive problema de preconceito entre os atletas convencionais, mas depois que eu conheci o esporte paralímpico minha vida se transformou”, lembra. 

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