O fenômeno El Niño está em fase de consolidação e pode atingir a categoria de "super evento" entre o fim de 2026 e o início de 2027. Com anomalias térmicas já na casa dos +0,5°C na região central do Oceano Pacífico, o monitoramento da editoria Tempo do O TEMPO indica que a confirmação da intensidade real ocorrerá a partir da segunda quinzena de junho. Acompanhe os alertas para entender como o clima será afetado no Brasil.
Monitoramento e intensidade
De acordo com o CPTEC/INPE, o aquecimento das águas subsuperficiais e a interação com a Oscilação Madden-Julian (MJO) favorecem o fortalecimento do fenômeno. Atualmente, a região Niño 3.4 registra o limiar mínimo para a caracterização do evento, mas áreas próximas à costa da América do Sul já apresentam aquecimento progressivo, o que pode acelerar o processo nas próximas semanas.
A barreira da previsibilidade
Especialistas apontam que as projeções feitas entre março e maio enfrentam a chamada "barreira da previsibilidade", período em que os modelos climáticos possuem maior margem de erro devido à transição de estações. Por isso, os dados que indicam um Super El Niño com temperaturas 2°C acima da média ainda precisam de validação técnica mais robusta.
| Anomalia Térmica | Classificação | Status Projetado |
|---|---|---|
| +0,5°C | El Niño Fraco / Limiar | Confirmado (Maio) |
| +1,5°C | El Niño Forte | Provável (Inverno) |
| > +2,0°C | Super El Niño | Possível (2026/2027) |
Impactos esperados no Brasil
Historicamente, o El Niño altera o regime de chuvas em estados como Minas Gerais e São Paulo, além de elevar as temperaturas médias em grande parte do país. Uma avaliação definitiva será possível após 19 de junho, quando as atualizações dos modelos IRI e ECMWF saírem da fase crítica de incerteza.
Para acompanhar a evolução do fenômeno e os riscos de eventos extremos em sua região, acesse diariamente a página de alertas meteorológicos do O TEMPO.
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