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Meu Dinheiro

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PUBLICADO EM 05/07/17 - 03h00

“Minha vida financeira sempre foi uma bagunça. Apesar de ganhar bem, principalmente pensando no Brasil, sempre fiquei no vermelho. Já recorri aos mais diversos tipos de crédito. Cheque especial, cartão de crédito, crédito pessoal. Há dois anos tive uma oferta de emprego bem tentadora. Outra empresa me ofereceu uma oportunidade com o salário em torno de 40% melhor. Seria uma oportunidade maravilhosa. E melhorou ainda mais, pois a empresa onde eu trabalhava, reconhecendo o meu empenho e até mesmo a impossibilidade de fazer frente à proposta que recebi, aceitou me demitir. Aproveitei o valor que recebi de indenização para quitar todos os meus compromissos. Fiquei livre de todas as minhas dívidas. Sobrou uma quantia que eu coloquei na poupança. E, pelos meus cálculos, com o salário novo que iria receber, conseguiria guardar um valor todo mês. Não foi o que aconteceu. Em nenhum mês sobrava. E o que é pior: começou a faltar. Fui utilizando pouco a pouco o dinheiro que tinha na poupança. E ele também acabou. Hoje já estou devendo no cheque especial. E a cada mês os juros sobem. E complicam ainda mais minha situação. Cansado dessa vida, comecei a ver alguns vídeos na internet. Muitos falam da importância de se fazer um orçamento. Tem uns dois meses que no começo do mês faço as contas do que tenho para pagar. E, de acordo com minhas contas, o meu salário vai ser suficiente. Mas no fim do mês, falta dinheiro. Onde estou errando? Outra coisa: a empresa onde trabalho tem uma cooperativa de crédito. Ela oferece empréstimo à uma taxa bem baixa. Pego ou não um valor para quitar meu cheque especial?”. (Marciano – Congonhas/MG)

Marciano, pelo seu relato, não é difícil concluir que o seu principal problema é a desorganização financeira. Isso não permitiu que você identificasse um grande pecado financeiro que vem te acompanhando: o hábito de gastar mais do que ganha. Durante praticamente toda sua vida, tem faltado dinheiro no fim do mês. E qual a terrível consequência disso? O endividamento que também te acompanha. Você se endivida para cobrir os buracos no orçamento mensal. O hábito está tão enraizado que nem um aumento salarial expressivo foi capaz de mudar seus resultados financeiros. O orçamento doméstico é a ferramenta adequada para identificar isso. Mas você precisa ir além de somente buscar na memória seus gastos. Isso pode até servir para os gastos mais relevantes, pagos apenas uma vez no mês. É fácil se lembrar do aluguel, da conta de telefone. Mas despesas que acontecem ao longo do mês não podem ser controladas por nossa memória. É preciso uma forma de registro mais eficiente.

Passe a registrar todos os seus gastos, por menores que sejam. Ao final de um mês, você terá um quadro real de seus gastos. E vai, inclusive, poder refletir sobre eles. Vai saber também quanto de despesas terá de cortar para equilibrar o seu orçamento. É o primeiro passo para se livrar das dívidas!

Em relação ao empréstimo, trocar dívidas caras por dívidas mais baratas é umas das estratégias para se eliminar uma dívida. Vou dar um exemplo. Vamos imaginar que você está devendo R$ 2.000 no seu cheque especial e que o banco esteja cobrando 15% a.m. Só de juros, todo mês, você tem de pagar R$ 300 e vai continuar devendo os R$ 2.000. Se a cooperativa de sua empresa trabalha com empréstimos a 3% a.m, para um valor de R$ 2.000, os juros mensais são R$ 60. Com a economia de R$ 240 por mês (R$ 300 que você pagava menos os R$ 60 que irá pagar), você poderá quitar o empréstimo em menos de oito meses. É uma excelente alternativa!

Mas de nada adiantará essa estratégia se você não mudar seus hábitos. Se continuar fazendo as coisas como fazia, em pouco tempo estará novamente endividado!

Mandem dúvidas e sugestões para o e-mail carloseduardo@harpiafinanceiro.com.br

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