A temporada do Cruzeiro tem sido fantástica até agora. O time vem produzindo bom futebol e, mesmo quando comete falhas em determinados jogos, responde rapidamente, confirmando as certezas que cercam este grupo, tanto do ponto de vista técnico quanto emocional. Mas nada disso seria possível sem a torcida do Cruzeiro, que, para mim, é o grande destaque.
Recentemente, a Raposa celebrou a marca de 90 mil sócios, aproximando-se novamente dos 100 mil filiados, meta estabelecida durante a era Ronaldo. O interesse pelo clube e a corrida por ingressos a cada partida, tanto em casa quanto fora, reforçam o sucesso do Cruzeiro em termos de público.
E isso não é algo recente. Já faz uma década, como apontou um levantamento do site Central da Toca. A média impressionante de 24.576 torcedores por jogo desde 2016 é a maior do estado.
As estatísticas da atual temporada também corroboram esses dados, com a Raposa tendo a segunda melhor média de público do Brasileirão — 41.051 torcedores por jogo, atrás apenas do Flamengo. Isso sem contar as constantes pesquisas nacionais que sempre apontam a torcida do Cruzeiro à frente, o recorde de público do futebol feminino no estado — que será estabelecido neste domingo —, e claro, a marca absoluta do Mineirão.
Esses números são essenciais para derrubar algumas opiniões extremamente equivocadas sobre a torcida do Cruzeiro. Ideias que perduraram por anos e que vemos sendo desmentidas uma a uma.
A paixão do torcedor cruzeirense é inquestionável, provada e forjada inclusive nos anos difíceis de luta pelo acesso. Sempre guardarei na memória o empate 0 a 0 com o Náutico, no final de uma temporada tumultuada e sem perspectivas. Mas o desempenho não afastou a China Azul de comparecer ao Mineirão em peso, apenas pelo orgulho de ostentar a camisa cinco estrelas no peito.
Uma prova de amor incontestável, de quem passou por provações, mas saiu delas com a certeza de que ser Cruzeiro vai além dos resultados, é um estilo de vida. Está acima da razão, é uma aliança inabalável, incorruptível.
Nas horas boas, nas horas más, na alegria, na tristeza.
Muitos cresceram ouvindo que torcedor é aquele que gira a catraca. Pois, com o passar dos anos, os argumentos tornam-se cada vez mais frágeis diante da realidade dos fatos — e também dos números.