Virgínia Pedrosa - A formação de um ciclone-bomba entre o Uruguai e o Sul do Brasil na noite de quinta-feira (6) colocou estados das regiões Sul e Sudeste  em alerta para temporais, ventos intensos e queda acentuada das temperaturas.


A passagem do sistema provocou rajadas de vento, danos em diversas cidades e a morte de uma pessoa. Segundo a Defesa Civil do Rio Grande do Sul, até a manhã desta sexta-feira (7), além do óbito, uma cinco ficaram feridas e ao menos 118 municípios registraram prejuízos relacionados ao fenômeno.

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Apesar de serem frequentemente tratados como sinônimos, ciclones-bomba, furacões e tornados são fenômenos meteorológicos diferentes. Embora todos possam provocar chuva intensa, raios e ventos fortes, eles se distinguem pela forma de formação, tamanho, duração e intensidade dos danos.


Área de baixa pressão atmosférica que se intensifica de forma muito rápida, tanto sobre o continente quanto sobre o oceano. Sua formação está diretamente ligada à passagem de frentes frias e ao forte contraste de temperatura entre massas de ar.


O fenômeno apresenta formato semelhante ao de uma espiral e pode alcançar centenas de quilômetros de extensão. Os ventos frequentemente ultrapassam os 100 km/h, causando queda de árvores, destelhamentos, interrupção no fornecimento de energia elétrica e outros danos estruturais.


Ao contrário dos furacões e tornados, os ciclones não possuem uma escala específica para medir sua intensidade.

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Furacão

Assim como o ciclone, o furacão pode atingir centenas de quilômetros de diâmetro e apresenta um formato circular com um "olho" em seu centro.


A principal diferença é que ele se forma exclusivamente sobre águas oceânicas muito quentes e não está associado à passagem de frentes frias. Os furacões podem permanecer ativos durante vários dias, sendo monitorados continuamente por satélites meteorológicos.


Os ventos costumam ultrapassar 200 km/h e os impactos vão além da ventania, provocando destruição de edificações, ressacas, enchentes costeiras e grandes inundações. Sua intensidade é classificada pela escala Saffir-Simpson, que varia de 1 a 5.


Tornado


O menor dos três fenômenos, entretanto, também pode ser o mais destrutivo em áreas localizadas. Com formato de funil, ele é visível a olho nu quando toca o solo e normalmente percorre apenas alguns quilômetros.


Sua formação ocorre, na maioria dos casos, em nuvens do tipo supercélula - tempestades extremamente intensas caracterizadas por uma corrente de ar ascendente em rotação. Geralmente, desenvolve-se sobre o continente, dura poucos minutos e é difícil de prever com grande antecedência.


Em situações extremas, seus ventos podem superar 300 km/h. A intensidade dos tornados é medida pela escala Fujita, que varia de F0 a F5 conforme os danos observados. Embora não sejam provocados diretamente por frentes frias, esses sistemas podem favorecer a formação das tempestades capazes de gerar tornados.