O avanço do ciclone-bomba sobre o Atlântico Sul já provoca impactos em diferentes regiões do Brasil. Estados do Sul e do Sudeste registram ventos intensos, temporais e danos provocados pela combinação entre o ciclone extratropical e uma frente fria.
A situação mais grave foi registrada no Rio Grande do Sul, onde um motociclista morreu após a queda de uma árvore em Montenegro, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Outras cinco pessoas ficaram feridas nas cidades de Dom Feliciano, Osório e Novo Hamburgo.
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Quais estados afetados pelo ciclone-bomba
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém alertas para ventos fortes nas áreas costeiras de:
- Rio Grande do Sul;
- Santa Catarina;
- Paraná;
- São Paulo;
- Rio de Janeiro;
- Espírito Santo.
Rio de Janeiro e São Paulo reforçam medidas
No Rio de Janeiro, o governo estadual decretou ponto facultativo nesta sexta-feira (7), enquanto moradores da capital receberam um novo alerta da Defesa Civil orientando a antecipação do retorno para casa diante do risco de tempestades e ventos fortes.
Também nesta sexta-feira, o Cristo Redentor, Bondinho e outros pontos turísticos do Rio de Janeiro foram fechados por prevenção. A cidade do Rio entrou às 13h em Estágio 3 em sua escala de atenção, que tem cinco níveis.
Foram montados gabinetes de crise no Rio de Janeiro e em São Paulo para acompanhar a evolução do sistema. A Defesa Civil paulista colocou nove das 16 regiões administrativas em alerta vermelho: Marília, Bauru, Itapeva, Registro, Sorocaba, Campinas, Santos, Vale do Paraíba e Litoral Norte, além da Região Metropolitana de São Paulo.
Ventos acima de 120 km/h
Os ventos já ultrapassaram 120 km/h no Rio Grande do Sul e passaram dos 100 km/h no litoral paulista. Segundo o Inmet, as rajadas mais intensas devem ocorrer sobre o Oceano Atlântico, podendo superar 100 km/h nas áreas próximas ao centro do
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Fenômeno provoca impactos indiretos
Apesar dos danos registrados, o ciclone extratropical não passou diretamente sobre os estados brasileiros. De acordo com as informações meteorológicas, os impactos são consequência da formação de instabilidades durante a passagem do sistema pelo oceano, combinadas com o avanço de uma frente fria.
No Rio Grande do Sul, a Defesa Civil informou que os eventos climáticos registrados não ocorreram apenas por causa do ciclone, mas também pela atuação da frente fria que avança sobre o estado.
Após o afastamento do sistema para o oceano, previsto para domingo (9), uma massa de ar frio deve avançar sobre o centro-sul do Brasil, provocando queda acentuada das temperaturas nos dias seguintes. (Com informações de agências e do Instituto Nacional de Meteorologia - Inmet)
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