Sem conseguir conter as lágrimas, Paulo Rocha descreveu a dor de perder o amigo Alexandre dos Santos Queiroz, de 65 anos, morto a tiros na concessionária onde trabalhava, no bairro Liberdade, na região da Pampulha, nessa terça-feira (28 de maio). O vendedor imobiliário Marcelo Lima de Barros, de 57 anos, foi preso pelo crime e disse que cometeu o assassinato para se vingar. Ele acredita ter sido prejudicado pela vítima por uma manutenção no carro dele em 2022.
“Ele era a melhor pessoa do mundo. Todos gostavam dele”, acrescentou, ainda com incredulidade sobre o assassinato. Em depoimento à polícia, a família também disse desconhecer qualquer problema ou desavença que Alexandre, que trabalhava na concessionária há cerca de 10 anos, pudesse ter.
Assassinato em concessionária
Alexandre dos Santos Queiroz estava no trabalho, na concessionária, quando foi surpreendido pelo agressor. O suspeito se aproximou e efetuou diversos disparos contra a vítima. O assassinato foi registrado pelas câmeras de segurança do estabelecimento.
A gravação mostra o momento em que o trabalhador vai até o seu guichê de atendimento. Na sequência, aparece o atirador, que vestia camisa preta.
Segundo fontes ligadas à investigação, o crime foi motivado por um desacordo comercial envolvendo os dois homens, que teria ocorrido em 2022. O suspeito possui antecedentes criminais, por uma investigação que o apontou como suspeito de abuso sexual contra a própria filha.
Concessionária nega que suspeito tenha sido cliente
Em nota, o grupo Líder, proprietário da Concessionária Mila, afirmou que o suspeito dos disparos “nunca foi cliente” da empresa. Além disso, disse desconhecer “qualquer episódio que envolva acordo comercial que não tenha seguido os protocolos e as normas da empresa, que sempre prezam pela boa conduta”.
A concessionária lamenta a morte do funcionário e “se solidariza com os familiares e amigos do colaborador”.