Reconhecida como um dos principais polos industriais de Minas Gerais, Contagem projeta em 2025 sua importância econômica e social no Estado. A cidade fechou maio com saldo positivo de 1.209 novos empregos formais, resultado de 12.463 admissões contra 11.254 desligamentos, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregado (Caged).

O número representa crescimento de 51% em relação a abril e contribui para o acumulado de 4.843 vagas de janeiro a maio, posicionando Contagem como o terceiro maior gerador de postos de trabalho formais em Minas, atrás apenas de Belo Horizonte e Juiz de Fora, e à frente de polos como Uberlândia e Betim. Comércio, serviços e indústria puxaram o movimento, com destaque para jovens de 18 a 24 anos.

Em um cenário em que a autonomia financeira das mulheres impacta diretamente na segurança e na qualidade de vida das famílias, o protagonismo feminino também se consolidou: no acumulado de 2025, elas lideram os saldos de contratações, com 2.632 vagas, contra 2.335 ocupadas por homens. O resultado é atribuído a iniciativas como o programa “Ela Conexões”, que promoveu ações específicas para inserção profissional feminina.

‘Tarifaço’

No cenário externo, entretanto, Contagem, como tantas outras cidades do Brasil, enfrenta o desafio do “tarifaço” imposto pelos EUA desde agosto, com taxa de 50% sobre produtos brasileiros que afeta setores estratégicos como eletroeletrônico, cerâmico e mineral.

A análise preliminar da Secretaria de Desenvolvimento Econômico aponta que, embora 70% a 80% das exportações estejam isentas, entre 18% a 27% delas podem sofrer impactos. A preocupação com a manutenção desse desempenho mobilizou empresários do Centro Industrial e Empresarial de Minas Gerais (CIEMG) e de outras entidades, que discutem alternativas junto à prefeitura para manter a competitividade das empresas locais, defendendo a preservação de empregos e a arrecadação.

Apesar da tensão diplomática, a parceria segue relevante: no primeiro semestre de 2025, a cidade exportou US$ 129,7 milhões para os EUA, 66% a mais do que em 2024, com saldo positivo de US$ 64 milhões.