Um homem vestido com uma farda da Polícia Militar de Minas Gerais adentrou uma loja de artigos para pesca na avenida Vilarinho, na região de Venda Nova, em Belo Horizonte, e roubou armas de airsoft, canivetes, dinheiro e um celular na manhã desta sexta-feira (7/8). Após deixar o estabelecimento, ele foi contido por populares até a chegada da corporação. Depois, precisou ser socorrido ao Hospital Risoleta Tolentino Neves.

Segundo o cabo Toledo, do 49º Batalhão da PM, militares faziam patrulhamento de rotina por volta das 11h50 quando foram abordados por moradores da região. Os solicitantes informaram que o assalto estava em andamento em uma loja na altura do bairro Minascaixa. "Quando chegamos ao local, o suspeito já estava contido e caído no chão. O fato inusitado é que ele estava trajando nossa farda", relatou o militar.

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Ainda conforme Toledo, a suspeita é de que o crime tenha sido planejado para um horário em que apenas uma funcionária de 18 anos estivesse na loja.

Dinâmica do assalto

De acordo com o militar, o homem entrou no estabelecimento usando a farda da corporação e entregou um papel à jovem, simulando um pedido de compra. Ao abrir o bilhete, ela leu a mensagem que anunciava o assalto. O aviso também determinava que a vítima não reagisse.

Em seguida, o suspeito exigiu quatro pistolas de airsoft, diversos canivetes, um óculos de pesca, aproximadamente R$ 500 em dinheiro e o celular da loja. Todo o material foi colocado em uma mala antes da fuga.

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Circuito de segurança da loja flagrou a ação do suspeito. As imagens mostram todo o assalto, assim como o momento em que a funcionária tenta alertar a situação a pessoas que passavam pela avenida.

Farda pode ter sido furtada de militar

Um dos pontos que mais chamou a atenção dos policiais foi o uniforme utilizado pelo suspeito. Segundo Toledo, não se tratava de uma fantasia ou imitação, mas de uma farda oficial confeccionada por fornecedor credenciado da Polícia Militar.

A principal suspeita é de que o uniforme seja o mesmo furtado da casa de um terceiro-sargento da corporação durante um arrombamento ocorrido há cerca de seis meses, nas proximidades do local do crime desta sexta-feira. "Pelas características, a gente acredita muito que seja esse mesmo fardamento", afirmou o cabo.

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Até a publicação desta matéria, o suspeito permanecia sob observação médica no Hospital Risoleta Tolentino Neves. A reportagem solicitou à PM um posicionamento oficial e aguarda retorno.