Formiga

Idosa que sofreu humilhação ao passar por porta giratória em banco é indenizada

Equipamento travou e vigilante da agência bancária chegou a debochar da situação

Por O TEMPO
Publicado em 30 de dezembro de 2022 | 12:51
 
 
 

Um comentário desrespeitoso de um funcionário de uma agência bancária em Formiga, no Centro-Oeste do estado, levou uma idosa a receber indenização de R$ 5.000 por danos morais. Conforme o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), a vítima passava pela porta giratória, quando o equipamento travou, mesmo sem ela portar objetos de metal. Com isso, foi criada uma fila no banco.

Nesse momento, uma das pessoas presentes chegou a dizer que só faltava a idosa “tirar toda a roupa do corpo”, já que tinha esvaziado todos os objetos dos bolsos para passar pelo equipamento. O vigilante responsável por controlar o acesso à agência respondeu que “se fosse mulher bonita valia a pena”.

Após o caso, a idosa disse que se sentiu bastante constrangida e humilhada com o comentário, que ocorreu na frente de diversos outros clientes. O caso aconteceu em setembro de 2018 e a decisão foi divulgada nesta sexta-feira (30) pelo TJMG. 

Aborrecimento cotidiano

Já o banco alegou que não houve dano moral e nem motivos para a indenização, já que esse é um aborrecimento cotidiano a que todos estão sujeitos. Porém, o juiz Dimas Ramon Esper pontuou que houve falha na prestação do serviço e que a consumidora se tornou fonte de vergonha. 

Ainda foram relatados no processo que depoimentos de testemunhas como a gerente da agência bancária confirmaram o nervosismo da aposentada diante da situação, além do vigilante que fez o comentário ter sido demitido. Já a filha da vítima disse que a mãe não queria mais voltar na agência e o vizinho do funcionário chegou a admitir vontade de pedir desculpas à idosa.

Após as duas partes recorrerem, o relator, desembargador Domingos Coelho, manteve a mesma sentença e frisou ainda que é dever do banco fiscalizar os atos praticados pelos seus funcionários para evitar vexame e humilhação aos clientes. “O procedimento do funcionário do réu causou lesões ao patrimônio psíquico da autora, ficando, assim, caracterizados os danos morais”, finalizou.

 

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