A audiência em que serão ouvidos o trio neonazista preso em Belo Horizonte e o morador de rua que teria sido agredido por eles na região da Savassi foi remarcada para o dia 25 de novembro. Após terem os alvarás de soltura concedidos pela Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), Antônio Donato Baudson Peret, de 25 anos, Marcus Vinícius Garcia Cunha, de 26, e João Matheus Vetter de Moura, de 20, participaram de audiência nesta sexta-feira (18), mas não prestaram depoimento. Ao todo, foram ouvidas 13 testemunhas.
Ao fim da sessão, Antônio Donato retornou à penitenciária Nelson Hungria, em Contagem. A juíza Raquel Vasconcelos Alves de Lima informou que ainda está analisando o pedido de relaxamento de prisão apresentada pela defesa dos réu.
No início da tarde, o advogado de Antônio Donato, o suspeito que protagonizou a foto em que aparece enforcando um morador de rua na rede social, insinuando que estaria limpando as ruas porque o morador usaria crack, alegou que o réu só fez uma brincadeira de mau gosto e que não é racista. O advogado Willian Ferreira de Souza chegou ainda a se usar como exemplo - ele é negro - para confirmar que Donato não é racista.
O trio responde por promoção ao racismo, formação de quadrilha e crime pela internet.
Relembre o caso
A investigação começou após uma foto que foi divulgada na internet, em que Antônio Donato Baudson Peret aparece agredindo um catador de papel, utilizando uma corrente para "enforcar" o homem. Na legenda, ele escreveu: "Quer fumar 'kraquinho'? Quer? Em meio a praça pública cheia de criança? Acho que não”, dando a entender que a vítima era usuária de drogas. Como a foto ganhou repercussão, o jovem fugiu, mas acabou sendo preso em Americana (SP).
Marcus Cunha e João Matheus Moura foram detidos por equipes do Grupo de Operações Especiais (GOE) da Polícia Civil e da 1ª Delegacia de Polícia Sul. A casa deles foi vasculhada, com autorização judicial através de três mandados de busca e apreensão.
Atualizada às 19h03